"Você está em um solo sagrado, onde minhas idéias, sonhos e sentimentos andam livremente. Não continue esta leitura se achar que sua percepção sobre mim é volátil e pode mudar ao longo que adentrar meu mundo, saia agora e escolha me enxergar com a imagem do exterior que lhe ofereço. Lembre-se, em muitos momentos palavras foram minhas únicas companheiras, não as julgue por serem muitas vezes amargas as seus olhos. Caso queira mergulhar na alma de um simples escritor que desabafa com as palavras, seja bem vindo." Luiz Ricardo Pires Matheus

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Caminhada Continua, mas Tudo Mudou...

Após um enorme período sem escrever, resolvi novamente em linhas expressar o que se passa em minha mente.

Nesta terça-feira nublada e fria, sinto que muita coisa mudou no último mês, e não é só pelo fato de meu pai estar no hospital doente ou das discussões com minha mãe ter aumentado, mas algo no meu coração mudou, deformou, cresceu e se desenvolveu.

Voltando uns dias atrás, foi um mês silencioso, após a morte da minha avó todos da família tem estado com certa tristeza no olhar, uma dessas pessoas é meu pai, o qual contraiu um início de pneumonia e a qual veio a complicar seu coração, devido a ser cardíaco. Duas vezes ele foi internado no hospital local, a previsão é que tenha alta hoje devido a sua melhora, mas ainda é algo incerto pois seu coração ainda não está totalmente recuperado.

Neste período de tempo também, recebi uma ligação do maestro da orquestra da igreja me perguntando o que vou fazer, se continuarei na orquestra ou não, eu não tive resposta, assim como não tenho resposta para nada na vida momentaneamente. De fato minha vida está bagunçada, cada vez mais sinto que atrapalho em todo lugar que estou, como se eu não tivesse um lugar onde deva estar, e isso tem acontecido muito em casa, e o que é alvo de discussões frequentes com minha mãe. Há alguns dias atrás, pouco antes do meu pai ser internado, discutimos devido a eu estar na internet, mas não entendo, pois se saio eu não paro em casa, e se fico na internet eu não saio da internet. Sai para caminhar e tentar esquecer das discussões, e me deparei em frente ao túmulo da minha avó, onde aparentemente todo este turbilhão começou, ou aumentou. 

Não sei o que quero fazer, mas estou cansado dos outros quererem viver minha vida, e de eu não poder tomar minhas próprias decisões, ou de se for minha vontade, de simplesmente não tomar decisão nenhuma, o que eu recentemente estou fazendo inconscientemente.

Em outra conversa minha mãe insinuou que meu pai está doente por culpa minha e da minha irmã, pois não frequentamos a igreja como devíamos e Deus "desconta" em quem amamos, e em outra conversa com minha tia ela ainda disse que o fato de eu sair da orquestra teria ajudado no quadro do meu pai, pois ele havia ficado muito nervoso. Tais comentários me fizeram sentir como um enorme estorvo, e novamente criei a vontade e a necessidade de procurar um lugar para mim, uma casa, uma cidade, uma forma onde eu não influencie negativamente as pessoas ao meu redor pelas minhas decisões, ou pela falta delas.

Preciso de um tempo para assimilar tudo o que aconteceu, o sumiço dos amigos, a morte dos parentes, a falta de algo que ocupe minha mente, enfim, tudo o que tem ocorrido recentemente. Hoje me animei para escrever, pois apesar de todos os eventos ruins, alguns bons aconteceram os quais me deram ânimo para escrever e desabafar.

O vestibular está chegando e eu ainda não estudei, quero muito passar e voltar a estudar mas sei que preciso revisar muitas coisas esta semana. Então boa sorte para mim né?

Cada experiência na vida nos transforma e molda, experiências passadas me fizeram frio e individualista, é parte de mim que deixo escondida, encoberta pela minha personalidade amorosa, porém fica cada vez mais difícil continuar a lutar na defensiva, pelo simples medo de não querer magoar as pessoas, pois assim nos machucamos e sofremos calados, algo que não estou conseguindo mais aceitar. Muitas mudanças me aguardam, é um ano no qual meu mundo girou mais rápido, mas estou otimista que assim como coisas ruins vieram, boas também venham.

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