"Você está em um solo sagrado, onde minhas idéias, sonhos e sentimentos andam livremente. Não continue esta leitura se achar que sua percepção sobre mim é volátil e pode mudar ao longo que adentrar meu mundo, saia agora e escolha me enxergar com a imagem do exterior que lhe ofereço. Lembre-se, em muitos momentos palavras foram minhas únicas companheiras, não as julgue por serem muitas vezes amargas as seus olhos. Caso queira mergulhar na alma de um simples escritor que desabafa com as palavras, seja bem vindo." Luiz Ricardo Pires Matheus

quarta-feira, 2 de abril de 2014

0

Novo ano, Mudanças, Desafios...

Passei muito tempo sem escrever, acho que este foi meu recorde, apesar de algumas vezes ter vontade me faltava tempo, e quando tinha tempo era a vontade que não me acompanhava. Agora sentei para escrever, continuando a linha de raciocínio da última vez em que fiz isso.

Em Outubro tive minhas férias, fui para minha cidade passar 10 dias com meus pais, entre eles meu aniversário, levei comigo meu computador pois apesar de estar de férias de um emprego, o outro de tutor eletrônico me acompanhou. No fim do ano o clima foi de descanso, com as férias da faculdade, a diminuição do ritmo na empresa e a época do ano que mais gosto, não sei o que significa para mim, se é um fim ou um começo, mas o fim do ano e seus feriados - Natal e Ano Novo - me acalmam muito, produzem em mim uma sensação boa. Comecei a levar meus pertences até meu apartamento, onde planejava me mudar depois que colocassem o piso, porém por algum erro de logística da loja a instalação não aconteceu, pretendia atrasar minha mudança um pouco, cerca de um mês, mas não foi possível pois o Thiago tinha alguns planos os quais havia elaborado levando em consideração que eu me mudaria, então mantive os prazos, levei todas as minhas coisas para o apartamento, algumas sozinho outras com a ajuda do meu amigo do trabalho Márcio, e na véspera de ano novo, ainda de madrugada me preparei para pegar o ônibus, deixei a kitnet e a chave sobre a geladeira, e fui para Telêmaco Borba com minha última mala, e meu colchão inflável que estava usando provisoriamente tendo em vista que o meu já estava no apartamento. Passei estes feriados com minha família na minha cidade Natal, sendo o Natal apenas com meus pais e irmã, e o ano novo passei na igreja, e depois com minha avó, mas por ser meio de semana acabei por não poder ficar muito.

O novo ano começou com muitos desafios, o primeiro deles era morar sozinho, ajustar o apartamento para que eu pudesse morar era o segundo, me ajustar à distância e aos horários do trabalho era o terceiro, e assim comecei a correria. Tive alguns problemas de logística com a máquina de lavar roupas que comprei via internet, meus horários não coincidiam com os da portaria, e os nossos com o da transportadora, assim minha máquina ficou um bom tempo parada no estoque do pessoal da entrega. Estava me adaptando à nova rotina, dormindo entre todas as minhas coisas de forma improvisada na cozinha em virtude do apartamento ainda estar sem piso e apresentar muito pó, quando uma noite fui surpreendido por dores horríveis no abdômen ao lado direito e na perna, a princípio pensei ser uma apendicite. Passei a noite acordado com dores andando de um lado para o outro e pedindo a Deus pra me dar forças, e quando amanheceu a dor desapareceu, fui para o hospital, fiz vários exames, tomei soro, até de ambulância andei, e no final do dia nada havia aparecido nos exames, apenas sangue na urina o que me assustou a noite combinado com as dores horríveis. Na noite seguinte fui acordado com as mesmas dores, descobri que água quente aliviava então fiquei debaixo do chuveiro com as costas na água a noite toda, e de manhã comprei uma passagem para Telêmaco Borba e avisei meus pais, os quais na mesma hora me pediram para cancelar a passagem e chamaram meu tio Luis para vir de carro me buscar. Esperei deitado no colchão entre minhas coisas na cozinha, e enquanto olhava para malas, roupas, o guarda-roupa desmontado, a televisão encaixotada, a dor insistia em voltar, e eu ansiava que eles chegassem logo, foi a primeira vez que de imponente eu me senti dependente e assustado, desde minha mudança lutando e me fortalecendo sempre achei que pudesse fazer tudo sozinho, e em muitas ocasiões sem ajuda eu consegui, mas desta vez eu ansiava por alguém que estivesse presente por mim para me ajudar, estava em desespero após não dormir duas noites e sem saber do que se tratava.

A vinda dos meus pais para Londrina foi um pouco atribulada, eles chegaram, ficaram chocados com a situação em que eu estava vivendo e isso ficou muito transparente, pegamos minhas coisas e ajudei meu tio usando o GPS a chegar em um shopping para almoçarmos. Neste momento a dor estava bem mais fraca, quase que havia desaparecido, por isso consegui almoçar normalmente, e viajar sem incômodos até Telêmaco. Na estrada pegamos um engarrafamento pois havia acontecido um acidente, chegamos, aproveitei a companhia dos meus pais e descansei até que a noite chegou, minha tia Maria foi até em casa para fazer uma oração por mim, após isso deitei para dormir e ao cochilar a dor começou, meus pais me levaram para o hospital onde cheguei vomitando de dor, ansiava por um remédio, uma injeção, um soro, qualquer coisa que fizesse parar, demorou a fazer efeito mas os remédios tiraram a dor, confesso que neste momento fui pego por um desespero, me via cheio de coisas para fazer e arrumar, mas impossibilitado por algo que eu nem sabia ao certo o que era, e com meu pai esperando no carro e minha mãe sentada em uma cadeira ao lado da minha cama, eu chorei. Passei o dia na casa da minha avó, era um almoço em família, comi um pouco mas não consegui manter a comida em meu estômago, era de dia e a dor estava voltando, deitei na cama da minha avó e cochilei, estava tão cansado que fiquei um bom tempo lá. A noite desta vez eu estava sem dores, mas pedi para minha mãe ligar para o hospital para ver que médico estava de plantão, era um nefrologista, por isso fui até lá para pegar um remédio ou uma guia de exame, para descobrir o que estava acontecendo comigo. Cheguei no hospital e fui bem recebido, a médica era muito divertida e ao me examinar tocou em cima da dor, como se pudesse tocá-la. Peguei as receitas e fui até a farmácia comprar os remédios, por causa do frio a dor começou a voltar, começou fraca e pulsante, logo já estava insuportável novamente. Cheguei em casa, mal deixei dar o tempo certo de tomar o remédio para a dor e tomei um deles, a dor continuava, esperei andando de um lado para o outro até que não aguentei e tomei o segundo, sentei na cama e cai no sono. Acordei com meu pai perguntando se eu estava bem, a dor havia desaparecido como mágica, imaginei que o remédio para dor que a doutora havia receitado era muito bom, eu estava relaxado e sem dor alguma, e ao ir no banheiro antes de dormir a pedra saiu, ficou parada próxima da minha mão para que eu a pegasse.

Terminando o episódio da pedra do rim, voltei para Londrina mas desta vez meus pais vieram comigo, para me ajudarem a arrumar o apartamento, mais uma vez pegamos um acidente na estrada e demoramos a chegar, mas ocorreu tudo bem apesar de estarmos com nossa cachorrinha no carro. Chegando no apartamento arrumamos os locais pra dormir, colocamos os colchões em cima de feltros para não sujar no pó dos quartos, eu dormi no colchão inflável na cozinha, após comer dois pedaços de lasanha os quais minha mãe trouxe em um pote. No outro dia não passei bem no trabalho, estava com diarreia e ânsia, após o trabalho meu amigo Márcio me levou para casa e no outro dia não consegui ir trabalhar, meus pais me levaram até o hospital e era um quadro de intoxicação alimentar, tive que tomar um soro, depois de tantos que tomei por causa da pedra já nem ligava. Enquanto meus pais estiveram comigo eles me ajudaram em muitas coisas, estiveram presentes para os reparos da MRV no gesso que havia partido, no assentamento do contra piso pelos pedreiros, o qual foi necessário pois o piso estava desnivelado, e a colocação do piso pela loja, e ainda receberam minha máquina de lavar, geladeira e cama. Eles me ajudaram em tudo, na montagem da cama e do guarda-roupa, na arrumação da cozinha e do banheiro, e para improvisar um sofá feito de colchões na sala para ver tv. Já estava acostumado a chegar em casa e ter meus pais me esperando, e o cachorro fazendo festa, mas os dias passaram rápidos e eles tiveram que ir embora, mais um desafio esperava minha mãe o qual era a cirurgia da minha avó para remover a vesícula, a qual após muita preocupação foi um sucesso. 

O apartamento voltou a ficar vazio, mas desta vez bem mais arrumado e de uma forma boa para se viver, com cama, cozinha, banheiro arrumado, a possibilidade de lavar minha roupa e estender no varal que meu pai instalou, enfim tudo aqui tem um toque de cada um, algo que eu nunca poderei agradecer o suficiente. Voltei à focar nas coisas que preciso fazer, honrar meus compromissos com meus empregos, aprender a estar ou ficar sozinho e gerenciar minhas contas para comprar mais coisas para a minha casa, afinal ela está arrumada mas ainda não tem nada. A vizinhança aqui as vezes me estressa, alguns vizinhos com um som alto, outros que conversam com o celular na janela, enfim, problemas que eu passava no antigo lugar que morava mas que relevava por estar entre amigos, aliás, sinto falta deles, as vezes tenho vontade de vê-los, de conversar com eles logo pela manhã ou antes de dormir, de fazer coisas que fazia quando morávamos na mesma vizinhança, mas preciso me adaptar a este ambiente, e nele eles não estão presentes. As vezes sinto falta do Thiago tocando violão, era uma estranha coincidência ele tocar, e este instrumento ser o que mais me acalma.

Nestas novas mudanças tenho passado muito tempo sozinho, no começo foi difícil mas com o tempo começa a ficar fácil, voltei a ir na psicóloga e fiz alguns exames do coração de check-up, os quais deram bons. Não vou mentir que já não me arrependi de ter vindo para cá, em certos momentos eu me deparei pensando, imaginando uma razão para ter vindo embora, e como as coisas teriam sido se eu tivesse ficado, mas não posso chorar, me enraivecer ou reclamar pois vir foi uma escolha minha, agora tenho que lutar para conquistar Londrina, para colocar uma bandeira aqui de vitória, e não de falhas, e isso ainda pretendo fazer, aos poucos. No momento eu estou agradecendo a Deus pela vida, pelos meus pais, pela minha irmã, meus amigos, meus familiares, minhas conquistas e minha saúde, e encarando cada dia como uma nova possibilidade, um novo rabisco em uma folha em branco.



Continue lendo >>

domingo, 22 de setembro de 2013

0

Renascer, continuar e amadurecer...

Faz muito tempo que não escrevo, acho que isso foi uma das coisas que mudou não senti a necessidade de desabafar ou escrever, mas para manter o costume e tendo em vista que um grande espaço de tempo se passou, aqui estou eu.

Na minha postagem anterior haviam vários assuntos inacabados, um deles era o processo seletivo na Unopar para trabalhar de Tutor Eletrônico, bem eu consegui ser contratado e já estou trabalhando, e estou gostando muito, conhecendo pessoas legais, sem falar o fato de uma renda extra e ter algo que me ocupa o tempo, agora a pouco estava corrigindo provas, tenho 251 alunos de polos diversos os quais me enviam mensagens, trabalhos e provas para auxilio e correção. Nas minhas férias as quais passei em Telêmaco Borba pude festejar os aniversários de meu pai e minha mãe, e ver meus amigos do meu antigo trabalho. Participei do casamento da minha amiga Franciele como padrinho, acompanhado por uma amiga dela, gostei muito da noite. 

Na postagem passada citei que apesar de estar cercado de pessoas boas meu coração se preparava para algo ruim, bom, notei que algumas amizades que tenho aqui onde moro se afastaram, no começo fiquei chateado, agora estou mais conformado pois sabia que isso aconteceria, já passei por isso tantas vezes que cada vez que sou obrigado a enfrentar esta situação sofro menos. Estou fazendo academia, vou junto com o Thiago, está me fazendo bem apesar de estar fazendo menos do que gostaria, por relapso meu. Meu apartamento ainda está sem o piso, mas estou me movendo cada vez mais para prepará-lo para minha mudança, o que pretendo fazer em breve.

Minha irmã esteve em Londrina com meu cunhado de férias, andamos bastante, passeamos pelos shoppings e no fim do dia eles posaram no meu apartamento que, apesar de estar sem piso, está limpo e com um colchão inflável de casal, o qual levei para lá e enchi após limpar tudo para recebê-los. A situação com minha tia melhorou, apesar dos acontecimentos que escrevi vez passada, agora ela sempre me trata bem quando vou para minha cidade, sempre vai até a casa dos meus pais para conversar e nunca mais tocou no nome do meu primo, a não ser na vez passada que me levou na rodoviária e trocou meu nome pelo dele. Sei que aquela história ficou mal resolvida, mas acho melhor assim, pois remexer naquilo tudo sempre alimentou o pior de mim, por isso resolvi esquecer e continuar.

Tenho viajado muito para minha cidade, estou preocupado com a saúde do meu pai, a qual ultimamente tem estado péssima. Da última vez q fui para lá ele estava no hospital internado, visitei-o e pedi para que se cuide mais. Minha avó também não estava bem de saúde, esteve internada também, passei em sua casa para lhe ver antes de voltar à Londrina. Minhas férias novamente estão marcadas, mais 10 dias que restaram, os quais vou tirar dia 7 de outubro, no meu aniversário, será numa segunda-feira, por isso irei para Telêmaco Borba dia 5, volto para Londrina no dia 9 pois dia 10 tenho tutoria na Unopar, e os restantes dos dias das minhas férias irei para um lugar novo, ainda não sei onde, planejava visitar uns tios em Toledo mas pela demora da resposta da mensagem acho que estão ocupados, por isso estou mudando meu rumo, quero um lugar novo, desconhecido, e que me traga boas sensações, por isso estou escolhendo com cuidado.

Voltei a ir na psicóloga, acho que estou em um momento crucial da minha terapia, chegamos onde eu queria, ela conseguiu ir fundo, mas agora comecei a fugir das sessões, acho que sobre minha mente dualista, bem, ela ficou instigada, e eu arisco, é um dos meus maiores segredos e não estou certo de confiar isso em uma sessão psicológica, mas sei que isso vai acontecer afinal preparei tudo para este ponto. Falando mais sobre esta dualidade, ultimamente não tenho conseguido separar umas características das outras, acho que estou amadurecendo mais que o esperado, perdendo algumas das características que por muito tempo julguei importantes, antes conseguia ver claramente uma criança e um adulto em minha mente, hoje vejo dois adultos...

Muitas pessoas superestimam a felicidade como algo necessário, eu tenho meus momentos de alegria, mas não espero algum dia alcançar a felicidade plena, e estou completamente satisfeito deste jeito. Por muito tempo acreditei que encontraria alguém e passaria a vida junto, casaria, enfim, seguiria o rumo normal da vida, mas meus sentimentos mudaram em virtude dos acontecimentos, e estou satisfeito por conseguir andar com minhas próprias pernas, portanto deixei de lado esta vontade para lutar sozinho pelo que quero para minha vida, o que no momento é trabalhar, estudar, conhecer lugares e experimentar sensações por mim mesmo.



Continue lendo >>

terça-feira, 23 de abril de 2013

0

Decepção, um novo começo marca o fim de uma era...

Os dias se passaram rapidamente, e já fez mais de um mês que não escrevo nada, desde então muitas coisas aconteceram.

Uma das coisas boas foi minha viajem para Telêmaco Borba, conforme disse na ultima postagem, onde passei a páscoa e pude ver meus pais, minha irmã, minha avó, tia e familiares, aproveitei para cortar o cabelo e visitar minha avó, mas ela estava prestes a viajar então pudemos conversar somente por alguns minutos. Também encontrei a Franciele, uma amiga da faculdade a qual não via já fazia algum tempo, e da qual serei padrinho de casamento no mês que está por vir, de fato é uma honra ser lembrado por algum dos meus amigos, e foi divertido sair com ela, fomos à uma sorveteria, demos muita risada juntos e matamos a saudade, após ela me entregar em mãos o convite de casamento fui para casa, e em seguida na casa da minha irmã para visitá-la, e depois na casa da minha avó conversar com minha tia.

Minha visita em Telêmaco foi muito agradável, exceto por uma decepção que tive com uma estória que tomei conhecimento, ao questionar meu pai de um dia minha tia ter pego meus dois números de celular, de eu ter aguardado e ela nunca ter ligado, fiquei sabendo que ela estava chateada por coisas que meu primo de Londrina alegou para ela que eu disse, coisas absurdas e sem fundamento. No momento que soube não teve tanto efeito quanto em uma semana depois, quando me senti triste pelo ocorrido e escrevi-lhe um e-mail, de fato cansei da situação e notei que tanto meu ódio por este primo quanto minha tentativa frustrada de conseguir a atenção dela estavam me unindo a toda aquela situação, e em palavras dei adeus à tudo aquilo, entreguei nas mãos de Deus prometendo a mim mesmo ser a última vez que tocava neste assunto, me senti muito leve com isso, entreguei a Deus meu pedido por Paz, e sei que ele vai cuidar de mim e de cada lágrima que estes eventos me fizeram derramar, e este é o ponto final, a pedra que coloco em cima de tudo isso.

Retornando à minha vida em Londrina, o mês passou rapidamente, e entre trabalho e estudo sai também fazer caminhadas em torno do lago com o Thiago, é cansativo mas sei que me faz muito bem e as horas passam rapidamente com a companhia dele. Participei de um processo seletivo da Unopar o qual foi dividido em três partes, formadas por uma redação, uma entrevista coletiva e, por fim, o Márcio me deu carona para a última entrevista onde conversei com a coordenadora de um dos cursos. Entre ouros eventos fui na rodoviária com a Jheniffer levar a mãe dela, sempre que fazemos isso tomamos uma vitamina que eles fazem por lá, e que é ótima. Em um fim de semana deste mês virei a noite jogando vídeo game com o Jhonatan, comendo balas e tomando refrigerante, há muito tempo não fazia algo assim. Eventos tem preenchido meu tempo, no geral tenho convivido com pessoas extremamente legais, podemos dizer que nos cuidamos como uma família, e de fato faria e faço tudo ao meu alcance para vê-los bem, talvez esta seja minha nova zona de conforto. Neste fim de semana recebi uma mensagem de minha prima da cidade de Ponta Grossa, já fazia algum tempo que não recebia noticias dela, e desde minha mudança para Londrina, entre tentativas frustradas de telefonar para ela ou conversar via internet acabei deixando tudo isso de lado, por isso fiquei surpreso quando vi a mensagem, surpreso e feliz.

Parei de ir na psicóloga por um tempo, pois uma maré de bons sentimentos começou em minha vida, mas em contrapartida em alguns momentos sou tomado por um pânico enorme, parece que parte de mim sempre tenta me preparar para o pior, e quando estou sozinho mil coisas tomam minha mente, medos e pensamentos forjados pelos períodos ruins da minha vida. As vezes penso que apesar de estar cercado de pessoas boas e legais isso pode ser uma fase, pois ainda lembro o fator predominante em Londrina, meu crescimento acelerado e o choque de precisar me virar em um ambiente desconhecido, apesar de no fundo sempre saber que minha vinda para cá envolveria estes fatores, não sabia como seriam forçados a se desenvolverem de forma tão rápida, agradeço a Deus por ter colocado em mim uma mente dualista, pois quando estou fraco sou extremamente forte, e em muitos momentos me segurei nisso, tomei isso como minha própria força, e deixei de ser um ser conflitante para batalhar por um bem comum, minha sobrevivência.

Minhas férias estão próximas, estou aliviado pois sei que poderei matar a saudade da família, dos amigos do meu antigo local de trabalho, de alguns amigos da faculdade, enfim, aproveitar mais que das outras vezes que estive em Telêmaco por um breve período de tempo. Voltar para minha cidade natal tem agora outro significado, pois sei que muitos fantasmas que lá estão já não me fazem mal, e mesmo que me assombrem, agora me sinto extremamente forte para encará-los.

Em um mesmo tópico falar sobre Decepção e Felicidade, como lidar com isso? Simples, em meu coração carrego apenas a felicidade, pois como uma pessoa dualista posso me dar ao capricho de deixar a Decepção para o outro lado da minha vida, ou seja, algum benefício precisa ter para alguém que parece possuir duas almas distintas, sendo assim deixarei lá até que o passado se encarregue de corroer e dissolver tudo isso, asim como eventos do meu passado os quais me deixaram marcas, pois sei que esta outra face se fortalece nisso. Falar mais sobre isso seria abrir um capítulo ilegível da minha vida que nem eu mesmo entendo, e o qual entre borrões não deve ser lido, por isso encerro por aqui.


Continue lendo >>