"Você está em um solo sagrado, onde minhas idéias, sonhos e sentimentos andam livremente. Não continue esta leitura se achar que sua percepção sobre mim é volátil e pode mudar ao longo que adentrar meu mundo, saia agora e escolha me enxergar com a imagem do exterior que lhe ofereço. Lembre-se, em muitos momentos palavras foram minhas únicas companheiras, não as julgue por serem muitas vezes amargas as seus olhos. Caso queira mergulhar na alma de um simples escritor que desabafa com as palavras, seja bem vindo." Luiz Ricardo Pires Matheus
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sábado, 13 de junho de 2020

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Um Longo Tempo de luto, sexualidade, e uma pandemia...

Estava vendo que a última vez que escrevi foi quando arrumei meu cachorro, logo acho que já faz muito tempo, então resolvi atualizar com fatos recentes.

Bom, o luto pelo meu pai foi motivo de muita terapia, foi difícil para eu elaborar esta perda e estava tendo ataques de pânico em determinadas datas nas quais eu tinha clara sua ausência, tais como seu aniversário, dia dos pais e o meu aniversário, mas atualmente os sintomas estão mais controlados, apesar de ainda tomando ainda um remédio para a ansiedade. Ano passado quando estive de férias em Telêmaco visitei seu túmulo e consegui ressignificar a despedida, dizer algumas coisas que precisava dizer. Mas a perda não teve só um lado ruim, busquei entender o que acontecia comigo, participei de vários grupos de estudos sobre luto, fiz uma pós graduação na área e busquei tornar isso uma potência.

Sobre os parentes por parte de mãe, continuo afastado depois de uma tentativa falha de aproximação que ocorreu, quando após eu ter confidencializado algumas coisas para meus primos e logo em seguida a minha tia ter usado isso em uma discussão com minha mãe, me senti traído mas no fundo esperava isso pois foi um teste que eu fiz, e eles não passaram. Mas meu afastamento definitivo foi em virtude de um ódio velado que eles possuem acerca de minha sexualidade, que já deixaram claro em algumas conversas, uma delas em um aniversário da minha avó no qual eu estava presente, e que foi posteriormente confirmada por estes primos.  Nunca toquei neste assunto mas o curso e a terapia me ajudaram muito a me aceitar, passei a perceber quando as pessoas invadiam minha privacidade e deixei de permitir isso, e passei a validar meu sentimento de ódio, coisa que nunca pude me permitir quando criança e adolescente em virtude da religião. Muitas pessoas dizem que guardar ódio faz mal quando na verdade o que realmente adoece é não se permitir sentir as coisas, não dar encaminhamento para estes sentimentos, negá-los, e era o que eu fazia. Minha real família sabe de minha sexualidade, acabei contando há uns 2 anos atrás, e foi bom tirar um peso do peito, e o que mais importa é ser transparente com minha mãe, avó e irmã, do restante não preciso de aceitação, apenas de respeito caso queiram manter contato. Mas o que mais me aliviou foi o fato de ter acabado com as chantagens que um primo meu fazia nas discussões de família, inclusive aquela que citei após 2 meses de falecimento do meu pai pelo whatsapp, ele sempre falava como se tivesse algo contra mim para expôr, e hoje isso ser irrelevante, e como acabei com a interdição de meu ódio ele é uma pessoa que morreu para mim, e de uma forma totalmente autêntica aceito bem isso. Não aceito bem a hipocrisia, por isso tenho dificuldades de estar na casa da minha avó, mas no natal passado dei a escolha para minha mãe, pois percebi que estava privando ela de aproveitar sua família, acabamos passando juntos na casa da avó com vários parentes mas sempre tive consciência que no menor desagrado com assuntos pertinentes a minha sexualidade eu iria pra casa. Minha mãe tem um senso de perdão muito mais forte que o meu, e ignora o fato de ser mal falada por grande parte deles, na verdade acho que ela ainda tem esse bloqueio de não poder odiar, não a culpo, por um tempo isso é reconfortante. Nunca pensei que passaria por situações de homofobia sem estar em um relacionamento mas já passei por isso no trabalho, no meu condomínio e até entre parentes, é difícil não pensar em como isso é injusto, mas me recuso a ficar me deixando afetar por isso.

Minha faculdade está no fim, estaria me formando agora se não fosse pelo início de uma pandemia mundial por causa do Corona vírus, tenho ido trabalhar duas vezes na semana e feito home office nas demais, é muito difícil ficar em casa sozinho, tenho tentado focar no trabalho e nas atividades do curso online mas sinto vontade de dormir o dia todo, com o isolamento social ficar em casa sozinho é muito difícil, nesse momento a terapia tem sido fundamental. Planos perdidos, formatura e comemorações sem previsão, término incerto, é tudo o que sei sobre minha graduação, e infelizmente não há nada que eu possa fazer. Não trabalho mais como tutor na Unopar, fui dispensado no final de 2018, mas consegui continuar com a bolsa de estudos até o final do curso.

A Niky, minha cachorra, ficou vivendo com a minha mãe, pois no ano passado quando comecei um estágio nos sábados em um asilo da cidade a mesma ficava muito sozinha, levava ela para Telêmaco nas férias e ela adorava, então acabei deixando ela em definitivo, mato a saudade apenas quando vou para lá. Minha avó adora quando minha mãe leva ela para visitá-la, uma vez que ela está sem nenhum cachorro para lhe fazer companhia.

Neste período tive uns problemas com pedras nos rins e tive que passar por uma cirurgia, isso foi em meados de outubro de 2018, e em janeiro de 2019 tive uma apendicite e novamente passei por cirurgia. Neste período uma tia veio cobrar minha mãe dizendo que ela deveria estar aqui comigo, o engraçado é que esta mesma tia não me mandou sequer uma mensagem perguntando como eu estava. Ano passado fiz um check-up do coração e descobri novamente o sopro que havia detectado quando criança, não é nada grave mas explicaria as arritmias e os sintomas de ansiedade que venho sentindo, estava praticando caminhadas diárias até esta pandemia começar e interditarem a pista de caminhadas de meu condomínio. Falando no apartamento, quitei no ano passado, graças a Deus uma despesa a menos, pois morar sozinho custa caro. 

Fiz vários progressos em minha vida, conseguir ficar sozinho no apartamento neste período é um destes progressos, no meu passado já passei muito mal por me sentir sozinho e atualmente não ligo pra isso. Houve períodos em que tive ataques de pânico dentro de meu apartamento, e neste momento também consigo ficar dentro dele numa boa, porém mês passado quando fiz 1 mês interrupto de home office fiquei bastante angustiado por não sair de casa, mas nada que tomasse as proporções dos ataques de pânico. Minha mãe tem me visitado, tem vindo com meu padrasto, tem sido bom quando eles estão por aqui, dá pra me distrair. Aliás, minha mãe casou novamente neste meio tempo que não escrevi, gosto do Luiz, ele cuida bem dela e tem estado ao lado dela em todos os momentos difíceis, odiava o fato de eu não estar presente nas dificuldades dela e de ela depender da família dela, agora tenho aconselhado ela a se distanciar deles e aproveitar mais seu casamento, mas entendo que ela mantenha uma proximidade até pela avó que não tem culpa de nada, as vezes me pego tendo a mesma obrigação por amor a elas.

No momento encontro-me assim, esperando as coisas caminharem, imaginando quando meus planos vão voltar a progredir, e sobrevivendo no meio desta pandemia viral e política que tomou o país.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

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Saudades, Trevas e um Longo Eclipse...

As horas e os dias passaram rapidamente, e já fez mais de um mês que não escrevo nada nestas páginas, muita coisa aconteceu.

No final do ano fui até minha cidade, para o Natal e depois Ano Novo, aproveitei para ver parentes e familiares que não via há algum tempo. Gostei de ambas as datas, pude desfrutar de momentos os quais ficaram raros em minha vida, participei de um amigo secreto no qual tirei minha irmã. Estava tudo do jeito que eu costumava gostar, mas notei uma mudança em minha visão, notei que muitas das pessoas presentes não fazem mais parte do meu mundo e não foi por falta de eu tentar mantê-las comigo, mas não acompanharam nada que passei nestes tempos de mudanças, fazem parte de uma ilusão com a qual sei que não posso mais contar, e retornei com este pensamento em mente. Em minha visita encontrei o Jean, amigo antigo o qual tenho desde os tempos de curso técnico e de faculdade, para fazer um lanche, foi bom revê-lo e conversar um pouco. 

As viagens foram cansativas e sequenciais, mas depois de passar o Ano Novo voltei para Londrina, onde estou até o momento aguardando o Carnaval quando voltarei a visitar novamente Telêmaco Borba, e conversar com um amigo o qual o casamento acabou, e sinto que está precisando. Em Londrina, continuo a trabalhar no mesmo setor, e com o gestor do mesmo de férias a correria aumentou muito, quase não dou conta de tanto trabalho, e agora recebi a notícia que talvez seja remanejado de local tendo em vista que não tenho dirigido um veículo há muito tempo. Não posso dizer que isso me deixou triste, mas também não estou feliz pois já acostumei com as pessoas que trabalho, tenho colegas e amigos, como o Márcio por exemplo, com quem dou muitas risadas fazendo do trabalho algo menos estressante.

Em Londrina, em casa tenho estado mais relaxado, tenho passado bons momentos com o Thiago, e com as pessoas que conheci recentemente, sendo estas a Laiza, a Jheniffer, o Adauto e o Jonathan. Estes momentos tem feito eu pensar em como será quando eu me mudar para o apartamento, colocando dúvidas se eu realmente quero fazer isso. Quanto ao meu primo nunca mais o vi, e acho que é o mais correto, Deus me tirou uma pessoa que me fez muito mal e colocou outras para me ajudarem, sou grato e se pudesse escolher, de minha vontade seria exatamente desta forma apesar de algumas vezes ter sentido saudades, hoje posso dizer que este sentimento é quase algo morto. Mas, ainda sobre este primo, há uns dias atrás houve seu casamento em uma sexta-feira (para o qual obviamente nem eu e nem meus pais fomos convidados, principalmente após o e-mail que o mesmo enviou ofendendo minha mãe), o que me surpreendeu foram a quantidade de parentes os quais vieram para Londrina, e a quantidade dos quais me procuraram para saber se estou vivo, os quais foram nenhum, zero, enfim, esperava que ao menos minha tia, a qual pegou meus dois números de celular com minha mãe antes de vir, me ligasse e marcasse um local para nos vermos, mas desde que vim para cá tenho me visto como quando era uma criança, quando eu e este primo disputávamos a atenção dela e o resultado sempre era favorável a ele, como sinto que ainda é atualmente. Um dia destes me lembrei de algo de minha infância, que um dia disse para esta tia que iria embora para ver se ela me trataria tão bem quanto tratava este primo, mal sabia eu que viria para a mesma cidade que ele. Enfim, hoje sinto que me libertei deste sentimento também, cansei de lutar pela atenção de pessoas que nem ligam se estou vivo, e isso digo de forma geral, e não só neste caso.

Falando em criança, minhas sessões na psicóloga estavam muito monótonas, eu estava seriamente pensando em desistir, porém na última sessão a Dra. conseguiu chamar minha atenção, pois ela adentrou em um espaço muito íntimo do meu coração, e viu o que poucas pessoas conseguem, uma criança e uma pessoa triste que sorri, e por isso resolvi continuar frequentando para ver onde isso vai dar. E abrindo um pouco meu coração, neste turbilhão de sentimentos também tenho passado por alguns transtornos, tais como atrasos em todos meus compromissos, mudanças drásticas de humor (Da alegria eufórica ao mórbido pânico da tristeza, seguido de uma raiva imensa), de momentos de amortecimento nos quais não sinto nada e fico sem reação para tomar decisões, a ausência de atividades que me dão prazer e a presença de muito sono, cansaço e uma sensação que meu corpo pesa toneladas. Tais fatos foram classificados por ela como "Distimia", um tipo de depressão leve que diferente da profunda, não impede as atividades diárias, mas as dificultam. De fato tudo o que estou passando está transformando cada molécula do meu corpo, e se eu já pensava que estava mudando, agora tenho certeza que as coisas jamais serão as mesmas comigo, tanto internamente quanto externamente.

Mas só para constar, e tranquilizando as pessoas que estão lendo (Se é que alguém ainda perde tempo com isso), não me sinto derrotado, pelo contrário, eu sempre soube que quando meu lado fraco caísse um mais forte se levantaria, e isso está acontecendo aos poucos, posso sentir que no final serei mais forte. Muitas pessoas ensinam que devemos viver como uma criança, mas não sabem como é difícil não possuir a malícia de esperar que pessoas de seu próprio sangue lhe desejem mal, que pessoas próximas que lhe chamam de amigo na verdade o façam apenas por comodismo pois nas horas difíceis desaparecem, ou que pessoas lhe chamem de irmão porém não o façam de coração, mas sim apenas para silenciar suas consciências pelo medo imposto pela religião de queimarem no inferno. 

O mundo não é lugar para uma criança, ele é um lugar frio onde uma grande guerra entre monstros acontece, a qual envolve interesses, poder e muita hipocrisia. Uma guerra também acontece dentro do meu coração, onde a pessoa que sou luta contra a pessoa que os eventos da minha vida forçam a ser, o melhor seria se ambas unissem suas qualidades em uma só, mas isso somente o tempo pode fazer, por enquanto sou uma roleta a qual gira conforme os eventos do destino, e a qual eventualmente tem conseguido acertos.
   


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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

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Um turbilhão de sentimentos, saudades e perspectivas...

  
Os dias se passaram rapidamente e Dezembro chegou, com todas suas datas festivas e surpresas.

Neste tempo no qual não escrevi muitas coisas aconteceram, minha mãe passou por uma pequena cirurgia enquanto eu estava em Telêmaco Borba, graças a Deus ocorreu tudo bem e ela se recuperou rapidamente, não esperava menos dela pois é uma pessoa forte, mas meu pai passou por muitos transtornos, desde o nervoso por causa da cirurgia dela até novamente seu coração atacar, fazendo-o inchar e novamente ter que ir internado. Neste momento ele está em casa, porém ficou um bom tempo no hospital recebendo cuidados médicos em virtude de sua situação.

Alguns vizinhos novos se mudaram para o local onde moro, são pessoas da mesma cidade que o Thiago, rapaz que mora comigo. Isso tem sido extremamente agradável, são pessoas ótimas com quem rapidamente fiz amizade, e com as quais tenho passado muito tempo conversando e me divertindo. Em conversa com a psicóloga, a qual acabei faltando algumas sessões, contei sobre tudo o que aconteceu e como Londrina está se tornando um ótimo lugar, estou fazendo novas amizades e isso está me animando muito, ela achou uma boa coisa tendo em vista tudo o que aconteceu desde que vim para cá.

Na Sexta-feira, dia 7, senti muita saudade de minha avó, algo sufocante que não sentia há meses, e em determinado momento no meu trabalho fui até o banheiro e chorei, como há meses também não acontecia, e em uma grande espiral de sentimentos me lembrei dela, de todo tempo que ficou doente, e do seu velório. Sinto falta dela, as vezes consigo sentir um vazio físico que ela deixou, além do emocional, pois quando estava viva eu sabia que sempre existia alguém pensando e orando por mim

Passei o fim de semana na casa dos meus pais, perdi o ônibus por isso fui com o Thiago até São Jerônimo da Serra, almocei na casa dele, conheci sua familia, fui muito bem recebido, foram muito legais. Após isso fui para Curiúva de ônibus, e depois Telêmaco Borba. Fiquei devendo R$1,00 da passagem na rodoviária de Curiúva, pois não passavam cartão, mas na volta para Londrina encontrei o atendente no ônibus e paguei, e mesmo pegando dois ônibus ainda cheguei antes do horário no qual chegaria se fosse com o das 14:20 direto de Londrina. Não deu tempo de visitar minha avó, minha viajem foi tão corrida, acabei me prendendo tentando consertar a internet dos meus pais e não deu tempo suficiente.

Retomei a leitura de um livro o qual comecei e não prossegui, estou tentando largar um pouco a internet e fazer outras atividades. Ontem fui caminhar a noite no lago, foi gostoso, precisava colocar umas idéias no lugar, estava muito inquieto, fez bem para meu corpo e minha mente. É uma sensação horrível quando passamos a vida toda sendo de uma forma, e repentinamente uma mudança começa de dentro para fora, algo que parece nos empurrar, mesmo quando queremos permanecer onde estamos. Estou preocupado, e não é apenas por estar em uma cidade nova com meus pais longe e passando por problemas de saúde, mas por todo este contexto, por ter medo de não atingir meus sonhos e objetivos, de não ser bom o suficiente para conseguir as coisas que planejo, confesso que tenho uma chance de ouro vivendo aqui, mas também não tenho mais meus 17 anos com todos os conhecimentos recêm formados em mente, pelo contrário, muitas coisas que estudei já esqueci. O ano novo está chegando, e estou pensando "O que farei a partir daqui?", decisões que colocam meu futuro em constante mudança, e muita incerteza. Por enquanto vou aproveitar o mês e suas festividades, curtir a familia, os amigos e colocar o trabalho em dia. Descobri uma banda bem legal, "Imagine Dragons", estou ouvindo, uma das músicas postei abaixo a qual me faz pensar, apesar da minha favorita ser a "Radioactive".

 

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domingo, 11 de novembro de 2012

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Mudanças, nos infectam como vírus.

Novamente me sento em frente ao computador para escrever sobre os eventos ocorridos em minha vida, mas hoje quero tentar uma abordagem diferente, quero além dos fatos que aconteceram escrever sobre tudo o que tem ocorrido em minha vida, afinal este era o propósito do "Pages" quando o criei, mas com o passar dos dias acabou virando meu roteiro de eventos, e deixando de ser onde escrevo sobre sentimentos.

Os dias se passaram, e minhas férias também, 20 dias os quais passei na minha cidade natal, com minha família e amigos do meu antigo local de trabalho, devo dizer que foi muito bom, estava feliz por revê-los. Acho que aos poucos, Telêmaco Borba está perdendo a imagem que criei dela, um local por onde passei tristeza, perdas e solidão, hoje consigo vê-la como a cidade em que nasci, onde meus pais e minha irmã calorosamente me acolhem, onde amigos esperam minha visita (a falta da obrigatoriedade de se trabalhar junto revelou que tenho muitos amigos no meu antigo trabalho), onde minha avó, tios e primos me esperam ansiosos para colocar as novidades em dia. Na minha visita à minha cidade não consegui ver nenhum dos meus amigos de faculdade, alguns até marcaram algo, mas logo desmarcaram.

Mas minhas férias passaram depressa, e já estou novamente na correria do trabalho, a qual apesar de estressante completa meus dias, através de pessoas maravilhosas com as quais trabalho. Esta semana também tive uma surpresa, meu primo que mora aqui em Londrina enviou uma mensagem distratando minha mãe pela internet, decidi colocar um fim nisso, ignorando-o e o apagando de todo e qualquer programa de contato, visto que até o momento em questão minha tia alimentava minha mente com a ideia que ele viria me pedir perdão pelas coisas as quais passei aqui em Londrina nos dias em que fiquei em sua casa, de fato quando fui morar com ele era apenas pelo fato de ter me convidado, pois já tinha um lugar em vista (Caso ele reconsiderasse o convite, eu ao chegar em Londrina iria direto para este lugar, era o que deveria ter acontecido), foi o que me salvou quando tive que sair da casa dele. O que me deixou ainda com mais raiva foi de isso tudo ter ocorrido enquanto ela estava doente, além de ter que encarar a doença ainda ter que aguentar este tipo de atitude é extremamente desgastante.

Quanto aos sentimentos que criei aqui em Londrina, amadureci muito, cresci e ainda cresço, mas não posso dizer que são sentimentos bons, meu coração teve um enorme "boom" quando comecei a andar por mim mesmo aqui nesta cidade, e esta explosão me trouxe coragem e ao mesmo tempo frieza, tristeza e ao mesmo tempo força, as vezes nem sei mais quem sou, lutei tanto tempo para ser como uma criança e agora a vida simplesmente me empurra a ser um adulto, e com tantas mudanças visíveis e invisíveis começo a notar coisas espantosas, como a fobia que tinha por sangue e que desapareceu, o medo de ficar sozinho que não existe mais, o amor por algumas pessoas que não mereciam e que agora não existe mais, o desapego, entre outras coisas. 

Enfim, o fim do ano se aproxima, a época que mais gosto no ano, vamos ver o que estas datas e feriados me reservam. 

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

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Novidades, Mudanças e Muito Frio...



Os dias passaram rapidamente, já fazem mais de três semanas que me mudei para Londrina, o que tenho a dizer é que estou aprendendo muito, e crescendo como homem...

Na quarta-feira, dia 16 de maio, viajei de manhã e cheguei ao apartamento do meu primo na hora do almoço, ele não estava lá e sua irmã abriu a porta pra mim onde deixei minhas coisas e me apresentei no trabalho. Fui muito bem recebido, as pessoas da empresa são muito divertidas, se colocaram à disposição. A noite voltei ao apartamento do meu primo mas ele ainda não estava, sua irmã novamente me recolheu. No dia seguinte acordei de manhã, tomei banho e esperei meu primo abrir o portão para poder ir trabalhar. No horário de almoço encontrei um local em frente de onde trabalho que vende uma marmita menor que a mini, e que chamam de "baby" por apenas R$5,50 e a qual me deixa satisfeito. Almoço na sala onde trabalho, e onde dois colegas do trabalho também almoçam. A noite fui até o Shopping Royal para comer algo, após comer fui para o apartamento do meu primo, ele já estava lá. Após eu chegar e trocar de roupa, ele pediu para conversarmos, fui até a sala. A conversa que tivemos não vou citar, mas foram regras de convívio que ele estabeleceu visando minha estadia em sua casa, na hora escutei a tudo quieto, a hora se passou e eu fui deitar. Na cama pensando em tudo o que ele disse, entrei na internet pelo celular e comecei a procurar lugares onde eu poderia ficar, tendo em vista que algumas das regras que ele citou não dependeriam simplesmente de mim. As horas se passaram, e já eram quase 3:30 da manhã quando peguei no sono procurando por anúncios. Às 06:40 eu levantei e fui ao trabalho, e mesmo lá procurei lugar via internet, precisava encontrar um local até o final de semana, pois se não o fizesse teria que me submeter a uma das regras a qual se repercutiria nos fins de semana. Em meio a tantos anúncios lembrei de que um coordenador da empresa de Telêmaco Borba havia me oferecido um local, onde sua filha morava havia uma vaga mas como na época sabia que ia ficar com este primo, acabei recusando. Na hora telefonei e conversei com ele, e depois com o cunhado dele, o qual é o dono do imóvel em questão. Após o trabalho fui até o apartamento do meu primo, mas ele não estava, fiquei um tempo sentado na escadaria do prédio, desta vez consegui entrar pois ele havia me emprestado o controle do portão eletrônico e a chave do estacionamento. Toquei a campainha de sua irmã algumas vezes mas não fui atendido, e após aguardar muito resolvi descer pelas escadas e ir comer algo, mas seu cunhado abriu a porta, então pedi que abrisse a porta pra mim mas ele não estava com a chave então fui até a igreja pegar a chave com a esposa dele, irmã do meu primo. Dentro do apartamento eu já arrumava minhas coisas, coloquei tudo novamente dentro das malas e estava certo de que não passaria o final de semana ali, liguei para o dono do apartamento indicado pelo coordenador de Telêmaco, ele disse que eu deveria ir ver o local primeiro, eu aceitei logo de cara sem ao menos ver. Com as malas prontas deitei, meu primo chegou e me avisou que estava indo em uma visita com o pessoal da igreja, me despedi dele e dormi. 

No outro dia logo pela manhã sai do apartamento do meu primo com minha mala e uma mochila nas costas, fui até onde iria almoçar. No restaurante como o almoço iria demorar, liguei para o rapaz dono do apartamento o qual o coordenador havia me indicado, ele disse que eu poderia ir mas precisaria de um colchão e da roupa de cama. Meu primo tentou me ligar mas não atendi, queria deixar a poeira abaixar, e sair do apartamento dele sem drama ou questionamentos. Após almoçar, caminhava por uma avenida pensando no que ia fazer, como iria encontrar o endereço do apartamento e onde iria comprar um colchão, acabei encontrando o escritório de onde financiei o meu apartamento e o corretor que me vendeu. Conversamos, contei a ele o que havia acontecido e ele me disse para deixar com ele minhas malas e ir atrás do colchão. Sem as malas pesadas fui rapidamente até um hipermercado, onde comprei o colchão, cobertor, travesseiro e a roupa de cama, pedi para a vendedora mil vezes que ela me entregasse no mesmo dia, ela relutou um pouco dizendo que as entregas duravam 3 dias úteis, mas depois deixou passar, ressaltei que se ela não entregasse eu dormiria no chão. Após isso voltei até o escritório onde o corretor guardava minhas malas, e ele me deu uma carona até o endereço do apartamento o qual eu ia ficar. Chegando ao endereço conversei com o porteiro e entrei, era um conjunto residencial, fui até o apartamento em questão onde um casal me recebeu. Conversamos um pouco e eles foram trabalhar, então sozinho deitado na sala enviei uma mensagem ao meu primo, dizendo "...Achei uma república pra ficar, assim, eh melhor pra não mudar tanto sua rotina. Não quero q se chateie assim como não vou ficar, cedo ou tarde teria que fazer isso... Enfim...", citei o "cedo ou tarde" devido a que em Novembro ele iria fazer uma reforma no apartamento, ele havia me contado no dia da conversa sobre as regras de convívio, então nesta data eu teria que sair. Ele não respondeu a mensagem, apesar de eu saber que leu pois usamos um programa de celular pra trocar mensagens que mostra quando a pessoa leu a mensagem, e quando foi a última vez que acessou o programa.

No dia  26 voltei para Telêmaco Borba, pois teria uma audiência no dia 30, quarta-feira, então com um acordo com meu coordenador pedi dois dias para que pudesse ficar de sábado à quarta. Meu antigo coordenador de Telêmaco me pediu para que levasse uma encomenda para ele, assim me deu uma das passagens. Visitei o pessoal no meu antigo local de trabalho, o que posso dizer, muita saudade de todos, e um aperto enorme no coração ao ver minha cadeira ainda vazia. Visitei também a minha avó e minha tia, conversamos bastante, também comi bolo de aniversário da minha mãe, da a qual eu já estava em Londrina. Em uma noite no meu quarto na casa dos meus pais, estava no escuro lidando no meu celular, resolvi acender a luz e ir escovar os dentes, para minha surpresa na parede atrás da cabeceira da minha cama, acima dela havia uma aranha, a qual era grande e visivel à distância, porém minha mãe não havia visto quando veio me desejar boa noite. Em Telêmaco fiquei até dia 30, quando tive a audiência devido a um golpe que levei via internet, achei que desta vez o clima foi favorável a mim, gravaram meu depoimento onde contei tudo sobre o ocorrido. Depois deste dia a correria diminuiu, voltei para Londrina, e apesar de ser menos cômodo morar com pessoas desconhecidas, agradeci a Deus por elas estarem comigo, pois nos momentos de dificuldade ele cuidou de mim através delas. A cidade começou a ficar fria, com muitas chuvas, e em um dia em uma chuva forte um colega de trabalho me levou até o apartamento, e em outro dia que tomei chuva de manhã ele me emprestou um tênis seco, mas para me dar as "boas vindas" as pessoas do meu andar esconderam meu tênis, primeiro colocaram na caixa de doações da campanha do agasalho, depois retiraram, só descobri após procurar muito, e checar os vídeos da câmera de segurança. Apesar de usar o tênis seco, tomar chuva me fez pegar uma infecção no ouvido, a qual já se apresentava porém fraca quando eu estava no apartamento com meu primo, agora estava muito forte, por isso tive que consultar.

Já presenciei dois assaltos, um na rua onde moro quando voltava para casa, onde um homem gritava para pessoas que estavam dentro de um carro: "- Abaixa o vidro, passa essa blusa, faz o que eu to mandando". Na hora continuei caminhando, e quando virei a esquina dei a volta na quadra toda correndo para ele não me ver. O segundo caso foi à luz do dia, um homem estava com uma faca nas costas de uma moça, no centro da cidade. Estes casos me fizeram ficar mais ligado, prestar atenção em todos os eventos a minha volta e não usar fones de ouvido na rua.

Hoje estou em Telêmaco novamente, curtindo meus pais em um feriado prolongado, não posso dizer que não sinto vontade de ficar aqui, pois sinto e muita, tenho saudade de ter tudo na mão, roupas limpinhas, comida quentinha, meus cachorros, uma casa pra chamar de lar, e o mais importante, o carinho e a companhia de meus pais, de minha família. Mas não posso deixar de pensar que tudo o que passei me ensinou muito, e ainda me ensina. Isso me impede de desistir, mesmo que no fundo a vontade de ficar com minha familia seja grande, sei que mesmo que em Londrina a vida esteja difícil, estou tendo êxito, e sei que terei mais, que irei conseguir me desenvolver por lá. Também criei um twitter e um e-mail novo para minha tia, ela perguntou bastante sobre twitter e blog, acho que quer ver o que ando escrevendo sobre o ocorrido com meu primo, para mim é indiferente, pois escrevo há muito tempo para desabafar, e não é agora que isso vai mudar. Enfim, é muito gostoso vir até Telêmaco e receber o carinho e a atenção de todos, com tantas coisas pra conversar e tantos lugares pra ir, o tempo acaba até sendo curto. Londrina sinto falta disso, de ter com quem conversar, costumo trocar mensagens com o pessoal de Telêmaco, e conversar com as pessoas do trabalho, mas mesmo assim fazem falta pessoas que morem lá, meu primo, por exemplo...

Este mês fez um ano que minha avó faleceu, com tanta correria o dia primeiro passou rapidamente como os demais, mas lembrei desta data, afinal não haveria como esquecer. Ainda sinto as orações de minha avó me protegendo, mesmo com o vazio que a morte dela deixou.

Ano que vem pretendo começar com meus planos, morar no meu apartamento e estudar algo que realmente me teste e dê um futuro mais "autônomo", então se por enquanto estou sentindo que minha vida em Londrina está sem sentido, ano que vem isso muda, tenho certeza... Sobre o TCC do curso de Gestão Pública já o entreguei, em meio a tanta correria consegui postar antes da data final, e sobre o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas consegui todas notas azuis, fiquei feliz por isso, pois com tanto transtorno meu rendimento não caiu.

Meu passatempo em Londrina é ouvir uma rádio via celular que toca músicas do Final Fantasy, estava ouvindo esta, é o tema de uma cidade no FFVIII, pensei muito em Telêmaco quando ouvia:


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quinta-feira, 5 de abril de 2012

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Planos, Incerteza, e Silêncio...

Os dias mais recentes estão sendo especiais, e mesmo com a correria tenho aproveitado o tempo com minha familia, acredito que é o que mais importa, visto que vou embora...

Minha transferência anda com passos largos, a previsão de ida era de 1 de junho, mas a empresa de Londrina me solicitou até dia 15 de maio, por isso ainda não sei o que fazer nem o que vai acontecer, mas sei que logo irei embora, não vou dizer que estou animado pois meu ânimo ainda está ofuscado por um enorme medo, diria mais, que vou embora mais com a cara do que com a coragem, mas sinto que é o que devo fazer para crescer.

O financiamento do apartamento está em andamento, logo vou assinar o contrato com a financiadora e no final do ano estarei de apartamento próprio, meu primeiro passo como adulto, administrar minha vida financeira é o próximo, e tem sido um desafio, principalmente com tantos cursos em andamento, financiamento do apartamento e gastos com meu álbum de faculdade, o qual ainda estou pagando em cinco suaves pesadas parcelas, porém este mês minhas dívidas cessam todas, e poderei respirar mais aliviado.

Mês passado precisei viajar 3x, estas viagens também estão me custando caro, mas isso é algo que se resolve em Londrina visto que tenho viajado para lá para acertar documentos e a transferência, e para Ponta Grossa para fazer a prova do curso de Análise e Desenv. de Sistemas. Esta viajem para tal prova foi em uma terça-feira, sendo que na segunda e quarta tive provas da pós de gestão ambiental, foi a maior correria de todas, quase perdi o ônibus pois no ato da compra da passagem não estavam passando cartão, corri até a lotérica que também estava fora do ar, consegui retirar dinheiro faltando 4 minutos para o ônibus sair, e na volta para Telêmaco Borba foi a mesma correria, sai da sala às 19:45, exato momento de saída do ônibus, por sorte tive a idéia de ir até a rodoviária para ver se realmente tinha perdido, o mesmo atrasou alguns minutos e pude pegá-lo. Foi um dia cansativo, porém muito divertido, acho interessante andar por lugares que não conheço, aguça meus sentidos, me devolve a vontade de conhecer, explorar, ver.

Enfim, a páscoa está chegando, já comprei chocolates para mim, meus pais e minha irmã, economizei no da namorada visto que não tenho nem sombra de uma, e agora é o que menos quero aqui em Telêmaco Borba visto que vou embora.

Amanhã é feriado, não tenho nenhum plano além de ficar em casa curtindo meus pais, minha família são as únicas pessoas as quais quero aproveitar antes de ir embora, apesar de que não estou encarando minha ida como o fim do contato, afinal continuarei vivo, e com tanta tecnologia pela qual sou fissurado, será fácil manter contato. Quanto aos meus amigos, bom, eles sumiram, o que mais posso dizer, a única pessoa que me visita e me liga é o Jailson, de 6 pessoas restou 1, péssima estatística quantitativa mas estou mais interessado na qualitativa, e nisso ele tira de letra, pois é um ótimo amigo. Falando em amigos, a Makiele casou e foi embora para Curitiba, ela conseguia ser extremamente presente, e isso era especial, mas agora acho que ela tomou o caminho da maioria dos meus amigos, o casamento, e isso toma tempo, tanto que não sobra tempo para mais nada, em vários casos foi assim então acredito que no dela também será, enfim, sinto falta dela.

Poderia dizer que estou triste por meus amigos desaparecerem, também poderia dizer que estou feliz por ir embora estudar em uma cidade maior, mas não estou, acho que o momento de silêncio me impede de sentir qualquer coisa, são tantas coisas conflitantes, tanta pressão, tanta coisa para se fazer, isso ocupa minha mente e me impede de pensar, isso é bom, até um certo ponto. Tudo o que quero no momento é dar continuidade nos meus planos, mesmo que eles estejam momentaneamente fora de foco, sei que vou me acostumar com as mudanças e que será melhor, espero passar por isso com êxito, pois toda mudança causa conflitos, principalmente internos.

Enfim, sair da minha zona de conforto e deixar meu porto seguro para me aventurar em uma cidade diferente da minha é algo que irá colocar à prova meus instintos e experiências, gostaria de poder ficar perto dos meus pais nesta cidade, mas minha ambição é grande, preciso correr atrás disso, e no momento entre ser feliz ou realizado, estou escolhendo a segunda opção mesmo que tenha que passar alguns momentos de solidão, pois acredito ainda que eles serão ampliados sem meus pais, minha irmã, ou meus parentes por perto, mas tenho meu primo que tem me dado muita força e que sinto que precisa de mim por perto. Sei que lá serei útil de alguma forma, e que poderei me desenvolver e mostrar do que realmente sou capaz, e acho que tudo isso começou exatamente para mostrar isso, não apenas para todos, mas para mim mesmo também, é como algo à se provar, algo que justifique o todo, toda minha vivência, tudo o que já passei, e que me mostre meu lugar.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

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O Mundo Gira mais rapidamente...

Noites se tornam curtas, dias longos, e trabalhos extremamente cansativos...

Continuando de onde parei na postagem passada, enfim, fui ao retiro, e apesar de não ter posado no local do mesmo acredito ter aproveitado. O lugar era um recanto católico próximo daqui, no qual eu ia de manhã e voltava a noite após os cultos. Foi muito bom, os cultos estavam ótimos, e conhecer os jovens da igreja de Londrina foi excelente, me fez sentir segurança em ir embora, apesar de tanta incerteza, teria sido melhor este retiro se eu tivesse sentido que as pessoas que foram até minha casa tivessem sido presentes, mas acho que me visitaram por ser idéia de apenas uma delas, ou seja, a grande maioria foi por obrigação, isso me decepciona, mas não me entristece, já passei da fase disso me afetar, isso apenas me impede de querer ser como já fui.

Comecei a fazer um curso superior EAD no Cesumar, o Análise e Desenvolvimento de Sistemas, estou gostando uito do curso apesar de estar sendo extremamente corrido e de, temporariamente, meu pólo presencial ser em Ponta Grossa e eu precisar ir para lá fazer a prova. Ainda faço a pós em Gestão Ambiental, e o curso de Gestão Pública, mas este último estou terminando e logo não será mais preocupação para mim.

Quanto a minha transferência, o tempo está voando, papéis também, e o tempo já está correndo, daqui dois meses estarei em Londrina, confesso que estou muito nervoso, mas mantenho isso dentro, sei que será difícil, principalmente deixar meus pais, minha irmã e parentes mais próximos, mas preciso buscar meus sonhos, correr atras de minhas ambições e saber que fiz o que pude para ser grande. Mas já terei férias vencidas quando for para Londrina, ou seja, já poderei voltar para cá passar as férias com meus pais.

No mais tudo está acontecendo rapidamente, esta semana tenho a última prova do gestão pública, e semana que vem prova da pós e do curso de análise de sistemas, e ainda neste sábado tenho que estar em Londrina para agilizar meu financiamento e entregar uns documentos. Estou gostando desta correria, pois ocupa minha mente, mas mesmo com minha mente ocupada, meu corpo está muito cansado, o que não é uma combinação boa.

Hoje é feriado aqui em Telêmaco Borba, e acho que será o último o qual poderei desfrutar como tal...


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

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Nostalgia X Expectativa...


O mês já chegou em sua metade, tanta coisa aconteceu...

O aniversário da minha avó passou, foi um dia triste, nublado e, comum, para muitos. Minha tia se casou poucos dias antes, fui até a festa, estava boa, reuniu diversos parentes de outras cidades. Minha transferência está andando à todo vapor, mas torci para que ela não acontecesse neste momento, onde meu pai estava doente e internado no hospital da cidade. Fui visitá-lo alguns dias, a parte boa de ser invisível aos outros é que entramos em lugares sem sermos notados, assim foi no hospital onde pude entrar fora do horário de visitas. Ele saiu do hospital ontem e está muito melhor, está bem menos inchado e mais animado. Sobre o convite de casamento do meu primo de Maringá, tive que recusar afinal é em uma sexta-feira, e terei que trabalhar, mas sei que o lado da família por parte da minha tia estará em peso, pois moram na mesma cidade e em outras datas especiais ao meu primo já estiveram junto ao mesmo, por isso não sinto peso de consciência de não poder ir, enfim...

Recebi a visita de uma amiga antiga da família, a Giana, a qual não via desde a minha infância quando ela morou com a minha avó materna, foi muito legal vê-la, conversamos muito e a levei na casa da minha irmã. No mesmo dia fui no culto da Batista, estava bem animado, sentia falta de ir em um lugar assim.

Este mês também recebi uma visita de alguns jovens da igreja assembleia, estavam em uns 10, foi muito bom. Conversamos, cantamos e oramos, foi legal recebê-los em casa, como disse no ato da visita, foi inesperada a curto prazo, mas a longo prazo era esperada, e visto que não tenho recebido visita alguma, foi algo além do que eu estava esperando. Um deles me falou algo que eu realmente pensava, ele disse que eu tenho pensado que "faço muito pelos outros e não recebo nada em troca", sinceramente é isso que tenho pensado muito, e isso tem retirado minhas forças de estar fazendo algo pelos outros.

Fiz a minha inscrição no retiro da Assembleia de Deus, meu primo virá de Londrina com um pessoal da igreja dele, e o retiro será conjunto, estou parcialmente animado para isso, para quem me conhece sabe que na minha vida minhas atitudes são sempre parciais, pois sempre tenho um medo que me acompanha, talvez das coisas darem errado de alguma forma. Minha pós em Gestão Ambiental começou na semana passada, mas já perdi a primeira aula, esqueci que a pós é toda quarta-feira. Quanto ao curso de gestão pública, também retornou, agora com o TCC a ser feito.

No meu trabalho momentaneamente enquanto estou aqui em Telêmaco, estou sem perspectiva de crescimento, apesar de ficar no RH nas férias do titular, de estar fechando malotes e de conhecer diversos outros processos além de estar executando o meu trabalho no setor de compras, algumas pessoas não me enxergam como um possível líder, sequer me deixam como coordenador em exercício apesar da minha formação, isso não me chateia pois estou indo embora, mas me chatearia se eu tivesse escolhido ficar aqui. Serviços de informática eu já abandonei, pois não sou reconhecido por isso. Como profissional, digo que tenho uma ótima capacitação, mas uma dificuldade absurda em converter isso a nível monetário, talvez por eu não ter aprendido a ser oportunista e querer conquistar as coisas sem apoio político ou de parentesco, coisas que onde trabalho no momento é impossível.

Ainda este mês minha prima de Jaguariaíva veio para cá, foi muito legal saímos bastante, foi interessante ela vir. Também veio para cá minha prima de Ponta Grossa, mas quase que não a vejo pois não me avisou que estava na cidade. Este mês por duas vezes encontrei alguém que há muito tempo não via, uma pessoa que evitei encontrar por anos e que mora na cidade, talvez evitei por medo do que iria sentir ao vê-la, é uma moça que já foi da minha igreja em tempos que eu tocava na antiga banda "Heróis da Fé", a qual acredito ter realmente amado. Enfim, o encontro não foi dos melhores, da primeira vez estava com minha prima de Jaguariaíva tomando um milk shake, ela passou por mim, eu cumprimentei mas só depois me dei conta de quem era, e a segunda vez foi na agência do correio daqui, onde ela estava sendo atendida quando cheguei, sai por baixo de chuva para não precisar encará-la, mas só de ouvir a voz dela, senti uma sensação ruim, algo como saudade, carência, ansiedade, e ao mesmo tempo, extrema frustração.

O momento é de expectativa, com minha transferência saindo, meus pais precisando de mim, e agora tantas coisas do passado me chamando de volta a ser a pessoa que eu já fui, me causando certa nostalgia. Não posso deixar de ter medo, pois a sensação de que eu vou sofrer pelos mesmos motivos me acompanha, é muito mais fácil viver sem esperar nada das pessoas, mas quanto mais nos esfriamos como pessoas, mais nosso coração endurece, por isso ir neste retiro está sendo uma batalha travada comigo mesmo, é como se o que sou estivesse lutando contra o que eu já fui, tenho medo de ter mais uma decepção agora pois colocaria tudo a perder...

No mais deixei minha vida social de lado e tenho passado muito tempo em jogos on-line, e no playstation 2 o qual desenterrei do fundo do guarda-roupa. Por isso deixo a música do jogo que estou jogando, a qual também sinto que é apropriada ao momento:






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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

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Ano Novo, correria e um castelo de cartas...

O mês está passando muito rápido, mas assim mesmo muitos acontecimentos marcaram o decorrer do mesmo... 2012 começou e à todo vapor.

Pra começar o desfecho da postagem passada, digo que passei meu ano novo em casa com meus pais, apesar de ter ido para Londrina na quinta-feira voltei um dia antes para Telêmaco para passar as vésperas do reveilon com eles, e apesar de saber que meus parentes de fora estavam na cidade não fui passar com eles, havia conversado com minha prima pela internet e, nossa, como meu blog ficou movimentado, todos meus familiares visitaram devido ao evento que ocorreu no Natal. Um dia após o reveilon fui até onde eles estavam, estava um clima estranho mas só até meu primo, o qual falou aquelas indiretas pela internet, sair. Depois senti que as coisas começaram a voltar como antes. O que eu tirei de lucro disso? Aprendi que a internet é um mundo paralelo, ninguém dá valor para o que é escrito aqui, e eu devo fazer o mesmo, por isso exclui meu primo, para não receber mais indiretas, nem noticias dele, e isso me fez bem, deixei de me estressar e passei a focar na minha vida e nos meus problemas, os quais já me são suficientes.

Meu pai continua doente, marquei um médico para ele, o qual demorou a chegar, mas finalmente chegou, é amanhã cedo, ele apesar de relutante vai consultar. Amanhã também é o casamento da minha tia, todos animados correndo com preparativos e festas, enquanto eu tive que reunir uma força sobre humana pra conseguir cortar o cabelo, não que eu não esteja animado com o casamento, apenas não acho que esta animação tenha espaço no momento.

Enfim o mês de Janeiro corre, e parcialmente já consigo dar adeus a ele, a contagem regressiva começou e, puxa, eu tenho apenas 4 meses e 10 dias aproximadamente aqui em Telêmaco. Neste mês fiquei de RH no meu trabalho, recebi uma pressão lascada, tive que trabalhar até a noite em um dia do mês. Ainda neste mês recebi um golpe via internet o qual ainda estou correndo atrás para tentar ser ressarcido. Uma correspondência minha que enviei pra Londrina acabou voltando, por isso tive que levá-la pessoalmente no fim de semana que se passou, maior correria, transtornos e gastos para entregar estes documentos mas faziam parte do financiamento e não podiam atrasar. Na semana que vem as coisas voltam ao normal, minha colega de trabalho volta das férias e o serviço alivia um pouco.

Esta semana fizeram uma festa para um funcionário da empresa que conseguiu algo melhor e está saindo, comecei a pensar no dia em que eu for embora, toda correria, minha nova vida, novos desafios, é disso que eu preciso. Quero sentir que tenho para onde me desenvolver, e se meu coração não me permitiu encontrar alguém até agora é sinal de que ainda não estou pronto, e que preciso crescer mais como pessoa, e como homem. As vezes me sinto construindo um castelo de cartas, tenho medo até mesmo da menor brisa, de tudo desmoronar e novamente eu ver meus sonhos se desfazerem, mas estou correndo riscos, e agora sei que é a hora de dar até mesmo meu sangue pelos meus sonhos. Saudades de Telêmaco e das pessoas daqui? Claro que terei de montão, mas não posso deixar que isso me impeça de crescer, de ir atrás do que quero pra mim.

Quanto ao meu blog? Ele ainda está aqui... E quanto as visitas que ele recebeu e talvez ainda receba? Enfim, ele é minha válvula de escape, muitas pessoas podem entrar e ler, poucas vão entender, mas garanto que cada palavra escrita aqui não é pensando em ninguém, nem para dar indiretas, todas as palavras são para mim, unicamente minhas, por isso não me dou o trabalho nem de citar nomes, apenas escrevo para desafogar meu coração. 

Digo que me sinto sem energias, sem desafios e sem motivações, esperando a chance de lutar pelas coisas que desejo, de buscar ser mais do que as pessoas enxergam, mas acima de tudo, de acabar com a sensação de que estou morrendo aos poucos, sozinho. Este dia vai chegar, estou lutando por isso e sei que a partir de agora a vida vai sempre exigir mais e mais, estou pronto para isso. O aniversário da minha avó está chegando, primeira vez que passaremos sem ela, sinto uma saudade que parece aumentar, e dia 24 acho que ela será muito maior, algo mais que terei que atravessar este mês.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

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Fim de ano, planos, projetos e medos...


Mais um final de ano, mas neste sinto que muito mudou em minha mente, começando por novos planos, sonhos e medos...

Neste mês recebi a noticia que minha carta para Londrina foi lida pela gerente, e minha transferência está em andamento, solicitei um prazo de 6 mêses pra ajeitar tudo, deixar minhas contas em dia e terminar meu curso do IFPR. Baseando-se nisso, fui até Londrina e dei entrada no financiamento de um apartamento, é bem pequeno, nem é onde eu queria pois eu gostaria de um no centro, mas a localização ainda assim é boa, e está bom para morar sozinho, preciso de um canto para chamar de meu, onde possa refletir, morar e deixar do meu jeito. Isso me fez tomar ânimo, reviver alguns sonhos que já havia esquecido, como estudar fora outro curso, fazer realmente o que gosto. Claro que tal medida vai me fazer amadurecer, deixar de depender dos meus pais e me virar sozinho, mas cedo ou tarde teria que fazer isso, e acho que vai ser bom para o meu crescimento pessoal.

Conversei com meu primo de Maringá, foram poucas palavras mas fazia muito tempo que não o via on-line, mais raro ainda foi que ele quem começou a conversa, mas o fato é que ele queria algumas informações para seu convite de casamento, a princípio até pensei ser sua noiva pois ambos tem apenas um perfil na internet.

Ainda neste mês tive o natal, o qual passei com meus pais, minha avó, irmã e cunhado. Não vou dizer que não senti falta dos meus demais familiares afinal era uma tradição passarmos juntos, e como comentei no meu post passado era algo que me trazia energia, mas não foi o que aconteceu este ano. Meu pai está doente já faz um período de tempo, e estava internado, meus familiares foram todos para Jaguariaíva, o que segundo meu primo que mora lá foi algo alterado em última hora, pois estavam programados para vir para cá como de costume. Me convidaram para ir, e alguns convites sentí que não eram extendidos aos meus pais, mas eu nunca iria deixá-los aqui, e isso fez repensar nas pessoas que realmente estão comigo. No dia do natal recebemos muitas indiretas pelo twitter de um primo meu que se mudou para Ponta Grossa e que estava em Jaguariaíva passando o natal, insinuando que o pessoal daqui pega no pé dele e que os natais passados em Telêmaco foram chatos, isso me entristeceu, mas também me deu forças pra deixar tudo isso de lado. Não vou dizer que não esperei que meus familiares viessem para cá, mas como tudo na vida deve ser utilizado para o crescimento, cresci com esta experiência, e amadureci mais um pouco.

Esta semana irei até Londrina finalizar a transação do apartamento, será cansativo como da última vez visto que o ônibus vai parando o caminho todo e a viajem se torna cansativa, mas é algo necessário. Entreguei meus sonhos nas mãos de Deus, e esta porta se abriu, estou confiante, Londrina é uma cidade cheia de possibilidades para estudo, a imagem do novo me atrai, novos cursos, lugares e pessoas.

Meu pai ainda está doente, e a situação parece apenas agravar com o tempo, marquei um pneumologista para consultá-lo, este irá realizar a consulta apenas no dia 21 de janeiro, apesar de estar longe deixarei marcado pois é melhor garantir. Ao que indica os exames é algo que está no seu pulmão, mas nenhum médico faz um exame profundo pra saber o que é, apenas tratam os sintomas que é liberar a água que junta no pulmão.

Meus pais algumas vezes dão a entender que pretendem passar a virada de ano na igreja, coisa que não é do meu costume, e parece que meus familiares pretendem vir para cá no ano novo mas não confirmaram nada com ninguém, nem ao menos minha avó que é a dona da casa. Por isso ainda não sei onde vou passar meu ano novo, e também depois de saber que os natais de Telêmaco são chatos, longe de mim querer fazer um ano novo também ser, aliás, não estou com a mínima vontade de ver este primo pelo que ele disse, e como a tradição já foi quebrada, o fato de eu não comparecer no ano novo em família não irá significar nada. Minha vontade era de sumir e aparecer apenas no dia 2, pois estou me sentindo muito deslocado com toda essa situação, vamos ver onde minha falta de vontade irá me levar dia 31, no momento sou uma folha ao vento, ou melhor, ao furacão.

Enfim, como diz Kelly Clarkson, "What doesn't kill you makes you stronger"...



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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

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O Fim de uma caminhada, e a brisa fresca que a nova traz...

Hoje acordei mais animado, confesso que fiquei um enorme espaço de tempo sem escrever, mas foi devido a não ter precisado, pois por um momento as coisas estavam bem, tudo parecia ter normalizado, porém acredito que eu estava entorpecido, e confesso que ainda estou.

Finalizei uma pós graduação, sinto que isso irá me ajudar profissionalmente, mas não sinto que me esforcei por isso, aliás, não tenho me esforçado por nada e por mais que reconheça, não tenho a força necessária para mudar, colocando em risco meus sonhos e vontades mesmo não desejando isso.

Minhas férias foram ótimas, viajei para Ponta Grossa e Londrina, visualizei nas duas cidades a possibilidade de crescer, o cheiro do novo, as pessoas desconhecidas, a disponibilidade de cursos e possibilidades incríveis, realmente forcei minha mente entorpecida a lidar com o novo e a mudança, e isso foi bom, pois na maré que minha vida tomou tenho evitado de pensar em qualquer coisa, pois um pensamento leva outro e no final eu sempre acabo mal. Também consultei com uma médica em Londrina, e estou fazendo um tratamento natural para alguns problemas de saúde, confesso que imaginei que ela veria mais do que viu, mas estou feliz por não. Sinto a necessidade de estudar mais, de fazer o que sou capaz, e infelizmente Telêmaco Borba não me oferece estrutura para isso, me deu o alicerce, mas é tudo o que conseguirei daqui baseado na minha ambição. No final das férias voltei para Telêmaco no aniversário da minha avó, onde reuniram-se vários tios e primos, foi muito legal.

Mas esta época do ano me traz refrigério, pois a maioria dos meus momentos felizes passei no final de cada ano, nas reuniões familiares, nos jantares, amigos secretos e nos fogos de artifício de um novo começo! Por este motivo espero ansioso o início do novo ano, e a chance de fazer tudo diferente, apesar das marcas que 2011 deixaram, a superação começa quando damos um passo a frente!

Entreguei meus sonhos à Deus, e espero que ele me ajude a realizar, sei que estará comigo, pois sempre esteve. Quanto as pessoas à minha volta, estas vem e vão e isso não vai mudar, e ao mesmo tempo que quero me agarrar nelas, sinto a necessidade de deixá-las irem, pois caso eu não faça isso sofrerei com a dor da perda, pois inevitavelmente algum dia elas me deixarão sozinho, com ou sem o consentimento delas, mesmo eu desejando que fiquem ou que veja meu porto seguro nelas, tal como minha família.

Nenhum ser humano nasceu para viver sozinho, mas é necessário saber como sobreviver assim, pois em algum período de nossa vida estaremos sós, e é quando desprenderemos mais energia e força para continuarmos caminhando... Eu estou fraco, mas sou forte e estou me levantando, e quando isso acabar terei forças para correr atrás do que quero, não vou demonstrar fraqueza para ninguém e nem pedir ajuda, pois na minha realidade estou eu e Deus, e meus obstáculos, e nada poderá realmente me ajudar a ultrapassá-los, depende dele para me dar força, mas de mim para enfrentar isso!



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