"Você está em um solo sagrado, onde minhas idéias, sonhos e sentimentos andam livremente. Não continue esta leitura se achar que sua percepção sobre mim é volátil e pode mudar ao longo que adentrar meu mundo, saia agora e escolha me enxergar com a imagem do exterior que lhe ofereço. Lembre-se, em muitos momentos palavras foram minhas únicas companheiras, não as julgue por serem muitas vezes amargas as seus olhos. Caso queira mergulhar na alma de um simples escritor que desabafa com as palavras, seja bem vindo." Luiz Ricardo Pires Matheus
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sábado, 13 de junho de 2020

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Um Longo Tempo de luto, sexualidade, e uma pandemia...

Estava vendo que a última vez que escrevi foi quando arrumei meu cachorro, logo acho que já faz muito tempo, então resolvi atualizar com fatos recentes.

Bom, o luto pelo meu pai foi motivo de muita terapia, foi difícil para eu elaborar esta perda e estava tendo ataques de pânico em determinadas datas nas quais eu tinha clara sua ausência, tais como seu aniversário, dia dos pais e o meu aniversário, mas atualmente os sintomas estão mais controlados, apesar de ainda tomando ainda um remédio para a ansiedade. Ano passado quando estive de férias em Telêmaco visitei seu túmulo e consegui ressignificar a despedida, dizer algumas coisas que precisava dizer. Mas a perda não teve só um lado ruim, busquei entender o que acontecia comigo, participei de vários grupos de estudos sobre luto, fiz uma pós graduação na área e busquei tornar isso uma potência.

Sobre os parentes por parte de mãe, continuo afastado depois de uma tentativa falha de aproximação que ocorreu, quando após eu ter confidencializado algumas coisas para meus primos e logo em seguida a minha tia ter usado isso em uma discussão com minha mãe, me senti traído mas no fundo esperava isso pois foi um teste que eu fiz, e eles não passaram. Mas meu afastamento definitivo foi em virtude de um ódio velado que eles possuem acerca de minha sexualidade, que já deixaram claro em algumas conversas, uma delas em um aniversário da minha avó no qual eu estava presente, e que foi posteriormente confirmada por estes primos.  Nunca toquei neste assunto mas o curso e a terapia me ajudaram muito a me aceitar, passei a perceber quando as pessoas invadiam minha privacidade e deixei de permitir isso, e passei a validar meu sentimento de ódio, coisa que nunca pude me permitir quando criança e adolescente em virtude da religião. Muitas pessoas dizem que guardar ódio faz mal quando na verdade o que realmente adoece é não se permitir sentir as coisas, não dar encaminhamento para estes sentimentos, negá-los, e era o que eu fazia. Minha real família sabe de minha sexualidade, acabei contando há uns 2 anos atrás, e foi bom tirar um peso do peito, e o que mais importa é ser transparente com minha mãe, avó e irmã, do restante não preciso de aceitação, apenas de respeito caso queiram manter contato. Mas o que mais me aliviou foi o fato de ter acabado com as chantagens que um primo meu fazia nas discussões de família, inclusive aquela que citei após 2 meses de falecimento do meu pai pelo whatsapp, ele sempre falava como se tivesse algo contra mim para expôr, e hoje isso ser irrelevante, e como acabei com a interdição de meu ódio ele é uma pessoa que morreu para mim, e de uma forma totalmente autêntica aceito bem isso. Não aceito bem a hipocrisia, por isso tenho dificuldades de estar na casa da minha avó, mas no natal passado dei a escolha para minha mãe, pois percebi que estava privando ela de aproveitar sua família, acabamos passando juntos na casa da avó com vários parentes mas sempre tive consciência que no menor desagrado com assuntos pertinentes a minha sexualidade eu iria pra casa. Minha mãe tem um senso de perdão muito mais forte que o meu, e ignora o fato de ser mal falada por grande parte deles, na verdade acho que ela ainda tem esse bloqueio de não poder odiar, não a culpo, por um tempo isso é reconfortante. Nunca pensei que passaria por situações de homofobia sem estar em um relacionamento mas já passei por isso no trabalho, no meu condomínio e até entre parentes, é difícil não pensar em como isso é injusto, mas me recuso a ficar me deixando afetar por isso.

Minha faculdade está no fim, estaria me formando agora se não fosse pelo início de uma pandemia mundial por causa do Corona vírus, tenho ido trabalhar duas vezes na semana e feito home office nas demais, é muito difícil ficar em casa sozinho, tenho tentado focar no trabalho e nas atividades do curso online mas sinto vontade de dormir o dia todo, com o isolamento social ficar em casa sozinho é muito difícil, nesse momento a terapia tem sido fundamental. Planos perdidos, formatura e comemorações sem previsão, término incerto, é tudo o que sei sobre minha graduação, e infelizmente não há nada que eu possa fazer. Não trabalho mais como tutor na Unopar, fui dispensado no final de 2018, mas consegui continuar com a bolsa de estudos até o final do curso.

A Niky, minha cachorra, ficou vivendo com a minha mãe, pois no ano passado quando comecei um estágio nos sábados em um asilo da cidade a mesma ficava muito sozinha, levava ela para Telêmaco nas férias e ela adorava, então acabei deixando ela em definitivo, mato a saudade apenas quando vou para lá. Minha avó adora quando minha mãe leva ela para visitá-la, uma vez que ela está sem nenhum cachorro para lhe fazer companhia.

Neste período tive uns problemas com pedras nos rins e tive que passar por uma cirurgia, isso foi em meados de outubro de 2018, e em janeiro de 2019 tive uma apendicite e novamente passei por cirurgia. Neste período uma tia veio cobrar minha mãe dizendo que ela deveria estar aqui comigo, o engraçado é que esta mesma tia não me mandou sequer uma mensagem perguntando como eu estava. Ano passado fiz um check-up do coração e descobri novamente o sopro que havia detectado quando criança, não é nada grave mas explicaria as arritmias e os sintomas de ansiedade que venho sentindo, estava praticando caminhadas diárias até esta pandemia começar e interditarem a pista de caminhadas de meu condomínio. Falando no apartamento, quitei no ano passado, graças a Deus uma despesa a menos, pois morar sozinho custa caro. 

Fiz vários progressos em minha vida, conseguir ficar sozinho no apartamento neste período é um destes progressos, no meu passado já passei muito mal por me sentir sozinho e atualmente não ligo pra isso. Houve períodos em que tive ataques de pânico dentro de meu apartamento, e neste momento também consigo ficar dentro dele numa boa, porém mês passado quando fiz 1 mês interrupto de home office fiquei bastante angustiado por não sair de casa, mas nada que tomasse as proporções dos ataques de pânico. Minha mãe tem me visitado, tem vindo com meu padrasto, tem sido bom quando eles estão por aqui, dá pra me distrair. Aliás, minha mãe casou novamente neste meio tempo que não escrevi, gosto do Luiz, ele cuida bem dela e tem estado ao lado dela em todos os momentos difíceis, odiava o fato de eu não estar presente nas dificuldades dela e de ela depender da família dela, agora tenho aconselhado ela a se distanciar deles e aproveitar mais seu casamento, mas entendo que ela mantenha uma proximidade até pela avó que não tem culpa de nada, as vezes me pego tendo a mesma obrigação por amor a elas.

No momento encontro-me assim, esperando as coisas caminharem, imaginando quando meus planos vão voltar a progredir, e sobrevivendo no meio desta pandemia viral e política que tomou o país.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

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Novo ano, Mudanças, Desafios...

Passei muito tempo sem escrever, acho que este foi meu recorde, apesar de algumas vezes ter vontade me faltava tempo, e quando tinha tempo era a vontade que não me acompanhava. Agora sentei para escrever, continuando a linha de raciocínio da última vez em que fiz isso.

Em Outubro tive minhas férias, fui para minha cidade passar 10 dias com meus pais, entre eles meu aniversário, levei comigo meu computador pois apesar de estar de férias de um emprego, o outro de tutor eletrônico me acompanhou. No fim do ano o clima foi de descanso, com as férias da faculdade, a diminuição do ritmo na empresa e a época do ano que mais gosto, não sei o que significa para mim, se é um fim ou um começo, mas o fim do ano e seus feriados - Natal e Ano Novo - me acalmam muito, produzem em mim uma sensação boa. Comecei a levar meus pertences até meu apartamento, onde planejava me mudar depois que colocassem o piso, porém por algum erro de logística da loja a instalação não aconteceu, pretendia atrasar minha mudança um pouco, cerca de um mês, mas não foi possível pois o Thiago tinha alguns planos os quais havia elaborado levando em consideração que eu me mudaria, então mantive os prazos, levei todas as minhas coisas para o apartamento, algumas sozinho outras com a ajuda do meu amigo do trabalho Márcio, e na véspera de ano novo, ainda de madrugada me preparei para pegar o ônibus, deixei a kitnet e a chave sobre a geladeira, e fui para Telêmaco Borba com minha última mala, e meu colchão inflável que estava usando provisoriamente tendo em vista que o meu já estava no apartamento. Passei estes feriados com minha família na minha cidade Natal, sendo o Natal apenas com meus pais e irmã, e o ano novo passei na igreja, e depois com minha avó, mas por ser meio de semana acabei por não poder ficar muito.

O novo ano começou com muitos desafios, o primeiro deles era morar sozinho, ajustar o apartamento para que eu pudesse morar era o segundo, me ajustar à distância e aos horários do trabalho era o terceiro, e assim comecei a correria. Tive alguns problemas de logística com a máquina de lavar roupas que comprei via internet, meus horários não coincidiam com os da portaria, e os nossos com o da transportadora, assim minha máquina ficou um bom tempo parada no estoque do pessoal da entrega. Estava me adaptando à nova rotina, dormindo entre todas as minhas coisas de forma improvisada na cozinha em virtude do apartamento ainda estar sem piso e apresentar muito pó, quando uma noite fui surpreendido por dores horríveis no abdômen ao lado direito e na perna, a princípio pensei ser uma apendicite. Passei a noite acordado com dores andando de um lado para o outro e pedindo a Deus pra me dar forças, e quando amanheceu a dor desapareceu, fui para o hospital, fiz vários exames, tomei soro, até de ambulância andei, e no final do dia nada havia aparecido nos exames, apenas sangue na urina o que me assustou a noite combinado com as dores horríveis. Na noite seguinte fui acordado com as mesmas dores, descobri que água quente aliviava então fiquei debaixo do chuveiro com as costas na água a noite toda, e de manhã comprei uma passagem para Telêmaco Borba e avisei meus pais, os quais na mesma hora me pediram para cancelar a passagem e chamaram meu tio Luis para vir de carro me buscar. Esperei deitado no colchão entre minhas coisas na cozinha, e enquanto olhava para malas, roupas, o guarda-roupa desmontado, a televisão encaixotada, a dor insistia em voltar, e eu ansiava que eles chegassem logo, foi a primeira vez que de imponente eu me senti dependente e assustado, desde minha mudança lutando e me fortalecendo sempre achei que pudesse fazer tudo sozinho, e em muitas ocasiões sem ajuda eu consegui, mas desta vez eu ansiava por alguém que estivesse presente por mim para me ajudar, estava em desespero após não dormir duas noites e sem saber do que se tratava.

A vinda dos meus pais para Londrina foi um pouco atribulada, eles chegaram, ficaram chocados com a situação em que eu estava vivendo e isso ficou muito transparente, pegamos minhas coisas e ajudei meu tio usando o GPS a chegar em um shopping para almoçarmos. Neste momento a dor estava bem mais fraca, quase que havia desaparecido, por isso consegui almoçar normalmente, e viajar sem incômodos até Telêmaco. Na estrada pegamos um engarrafamento pois havia acontecido um acidente, chegamos, aproveitei a companhia dos meus pais e descansei até que a noite chegou, minha tia Maria foi até em casa para fazer uma oração por mim, após isso deitei para dormir e ao cochilar a dor começou, meus pais me levaram para o hospital onde cheguei vomitando de dor, ansiava por um remédio, uma injeção, um soro, qualquer coisa que fizesse parar, demorou a fazer efeito mas os remédios tiraram a dor, confesso que neste momento fui pego por um desespero, me via cheio de coisas para fazer e arrumar, mas impossibilitado por algo que eu nem sabia ao certo o que era, e com meu pai esperando no carro e minha mãe sentada em uma cadeira ao lado da minha cama, eu chorei. Passei o dia na casa da minha avó, era um almoço em família, comi um pouco mas não consegui manter a comida em meu estômago, era de dia e a dor estava voltando, deitei na cama da minha avó e cochilei, estava tão cansado que fiquei um bom tempo lá. A noite desta vez eu estava sem dores, mas pedi para minha mãe ligar para o hospital para ver que médico estava de plantão, era um nefrologista, por isso fui até lá para pegar um remédio ou uma guia de exame, para descobrir o que estava acontecendo comigo. Cheguei no hospital e fui bem recebido, a médica era muito divertida e ao me examinar tocou em cima da dor, como se pudesse tocá-la. Peguei as receitas e fui até a farmácia comprar os remédios, por causa do frio a dor começou a voltar, começou fraca e pulsante, logo já estava insuportável novamente. Cheguei em casa, mal deixei dar o tempo certo de tomar o remédio para a dor e tomei um deles, a dor continuava, esperei andando de um lado para o outro até que não aguentei e tomei o segundo, sentei na cama e cai no sono. Acordei com meu pai perguntando se eu estava bem, a dor havia desaparecido como mágica, imaginei que o remédio para dor que a doutora havia receitado era muito bom, eu estava relaxado e sem dor alguma, e ao ir no banheiro antes de dormir a pedra saiu, ficou parada próxima da minha mão para que eu a pegasse.

Terminando o episódio da pedra do rim, voltei para Londrina mas desta vez meus pais vieram comigo, para me ajudarem a arrumar o apartamento, mais uma vez pegamos um acidente na estrada e demoramos a chegar, mas ocorreu tudo bem apesar de estarmos com nossa cachorrinha no carro. Chegando no apartamento arrumamos os locais pra dormir, colocamos os colchões em cima de feltros para não sujar no pó dos quartos, eu dormi no colchão inflável na cozinha, após comer dois pedaços de lasanha os quais minha mãe trouxe em um pote. No outro dia não passei bem no trabalho, estava com diarreia e ânsia, após o trabalho meu amigo Márcio me levou para casa e no outro dia não consegui ir trabalhar, meus pais me levaram até o hospital e era um quadro de intoxicação alimentar, tive que tomar um soro, depois de tantos que tomei por causa da pedra já nem ligava. Enquanto meus pais estiveram comigo eles me ajudaram em muitas coisas, estiveram presentes para os reparos da MRV no gesso que havia partido, no assentamento do contra piso pelos pedreiros, o qual foi necessário pois o piso estava desnivelado, e a colocação do piso pela loja, e ainda receberam minha máquina de lavar, geladeira e cama. Eles me ajudaram em tudo, na montagem da cama e do guarda-roupa, na arrumação da cozinha e do banheiro, e para improvisar um sofá feito de colchões na sala para ver tv. Já estava acostumado a chegar em casa e ter meus pais me esperando, e o cachorro fazendo festa, mas os dias passaram rápidos e eles tiveram que ir embora, mais um desafio esperava minha mãe o qual era a cirurgia da minha avó para remover a vesícula, a qual após muita preocupação foi um sucesso. 

O apartamento voltou a ficar vazio, mas desta vez bem mais arrumado e de uma forma boa para se viver, com cama, cozinha, banheiro arrumado, a possibilidade de lavar minha roupa e estender no varal que meu pai instalou, enfim tudo aqui tem um toque de cada um, algo que eu nunca poderei agradecer o suficiente. Voltei à focar nas coisas que preciso fazer, honrar meus compromissos com meus empregos, aprender a estar ou ficar sozinho e gerenciar minhas contas para comprar mais coisas para a minha casa, afinal ela está arrumada mas ainda não tem nada. A vizinhança aqui as vezes me estressa, alguns vizinhos com um som alto, outros que conversam com o celular na janela, enfim, problemas que eu passava no antigo lugar que morava mas que relevava por estar entre amigos, aliás, sinto falta deles, as vezes tenho vontade de vê-los, de conversar com eles logo pela manhã ou antes de dormir, de fazer coisas que fazia quando morávamos na mesma vizinhança, mas preciso me adaptar a este ambiente, e nele eles não estão presentes. As vezes sinto falta do Thiago tocando violão, era uma estranha coincidência ele tocar, e este instrumento ser o que mais me acalma.

Nestas novas mudanças tenho passado muito tempo sozinho, no começo foi difícil mas com o tempo começa a ficar fácil, voltei a ir na psicóloga e fiz alguns exames do coração de check-up, os quais deram bons. Não vou mentir que já não me arrependi de ter vindo para cá, em certos momentos eu me deparei pensando, imaginando uma razão para ter vindo embora, e como as coisas teriam sido se eu tivesse ficado, mas não posso chorar, me enraivecer ou reclamar pois vir foi uma escolha minha, agora tenho que lutar para conquistar Londrina, para colocar uma bandeira aqui de vitória, e não de falhas, e isso ainda pretendo fazer, aos poucos. No momento eu estou agradecendo a Deus pela vida, pelos meus pais, pela minha irmã, meus amigos, meus familiares, minhas conquistas e minha saúde, e encarando cada dia como uma nova possibilidade, um novo rabisco em uma folha em branco.



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quinta-feira, 14 de março de 2013

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Superação, Trabalho e Doença..

Os dias se passaram rapidamente desde a última postagem, e desde que estive em Telêmaco Borba pela última vez. No feriado de Carnaval estive lá, visitei meus pais, parentes e meu amigo que se divorciou, o qual parece estar muito bem. Para minha surpresa minha visita à Telêmaco coincidiu com a do meu primo de Londrina, o qual visitou minha tia que mora no mesmo terreno, o resultado foi dar de cara com ele logo na entrada de casa, mas é claro que sequer olhei para ele não que eu ainda dê valor ao que aconteceu, mas hipocrisia é algo que eu não tenho nas veias e ignorar tudo o que ocorreu comigo, e o desrespeito com minha mãe é impossível (Sobre o teor da mensagem que ele enviou, por ele ter imaginado que alguma mensagem publicada pela minha mãe era direcionada à ele, basta clicar aqui e visualisar). Enfim, para mim é simplesmente inaceitável ainda mais sem uma gota de arrependimento da parte dele, eu sim me arrependo apenas de ter ficado calado na ocasião, já que de qualquer forma o julgamento das pessoas ficou em "neutro" depois de tudo o que ele me fez, afinal é a palavra dele contra a minha, e só. Enfim, por isso o que eu espero dele é que simplesmente esqueça meu nome, quem sou ou como sou, que me apague assim como fiz com ele, afinal minha vida está ótima do jeito que está, aliás, eu deveria até agradecê-lo pelas lições que aprendi com o ocorrido, com certeza vou me espelhar sempre nele, para ser exatamente o contrário. Aliás ele criou um perfil para minha tia na internet, lembrei-me que quando me dispus a criar ela não teve interesse logo pensei que ele certamente usará para ver o que escrevo, tendo em vista que está bloqueado pelo dele, até mesmo ela parece curtir e checar tudo que posto para ver se não há algo direcionado à ele, porém isso pouco me importa. Voltando aos assuntos importantes, a viajem para Telêmaco foi ótima, fui e voltei de carona com a Paula, a Juliane e o Lunartty, isso além de baratear a viajem e economizar tempo, ainda proporcionou companhia agradável no percurso.

Em um aspecto geral voltei animado para Londrina após o Carnaval, mas sabia que a próxima viagem para minha cidade iria demorar mais, pois o próximo feriado previsto era apenas no final do próximo mês, o qual estamos agora. No meu trabalho passei por minha avaliação semestral (a qual poderá me garantir um pequeno aumento), não posso dizer que ela foi satisfatória, mas fui comunicado de algo, que iria ser remanejado de setor. Quando recebi esta noticia minha correria começou, com as férias de um companheiro de trabalho havia muita coisa pendente para fazer, mas uma coisa me assombrava a mente, como mostrar serviço para as pessoas quando outras destacam apenas meus pontos negativos. Após meu colega voltar de férias tivemos uma reunião, a correria aumentou para colocar o trabalho em dia, trabalhei alguns dias após o horário e alguns sábados até que consegui colocar tudo em dia, e a idéia de me remanejar parece ter desaparecido. Confesso que esta correria me deixou mais ágil no meu trabalho, mas esta situação também me mostrou que pessoas as quais querem o mal alheio também estão dentro da empresa, e que devo tomar cuidado com determinadas pessoas.

Mudando de assunto, minha vida nesta nova cidade veio acompanhada de lanches prontos, visto que não cozinho. O fato é que semana passada após exagerar com comidas prontas, com torresmo, chocolate e espetinhos, fui parar no hospital após ter uma intoxicação alimentar seguida de uma desidratação, por isso tive que tomar um soro na veia e alguns remédios. A sensação era horrível, vômito e diarréia seguidos de uma fraqueza enorme, e apesar de tentar aguentar para não faltar à uma consulta no oftalmologista para minha carteira de motorista, acabei sendo levado à um pronto atendimento por um amigo do trabalho, o Márcio, o qual me esperou até eu consultar e terminar de tomar o soro. O fim de semana ainda foi ruim, com alguns sintomas e mal estar, mas nesta semana me senti revigorado completamente. Meus pais ficaram muito preocupados, afinal foi a primeira vez que fiquei tão doente longe de casa, minha mãe queria até vir para Londrina no momento de desespero, mas eu a tranquilizei já estava sendo medicado quando conversamos. Muitas pessoas se preocuparam comigo, acho que dei um susto em todos.

A semana passou depressa, e o dia de voltar para Telêmaco está quase chegando. Consegui também marcar dez dias das minhas férias de 13 à 22 de maio, assim poderei passar o aniversário dos meus pais com eles, confesso que fiquei tenso pois enviei um e-mail para o coordenador e ele não respondeu, na hora pensei que estava mal visto com todo o papo de me remanejar e que ele não liberaria, mas ele simplesmente esqueceu de responder o e-mail. Senti que marcar estas férias foi um voto de confiança da empresa para comigo, e vou retribuir com meu trabalho e esforço. Quanto aos meus estudos, as aulas já voltaram no curso EAD de Análise de Sistemas, apesar de querer fazer um curso presencial estou firme neste curso, gosto de estar fazendo algo nesta cidade para justificar tantas mudanças, momentos de dificuldades e perdas eminentes que sofri vindo para cá. Este mês também comecei a procurar outro emprego, esta idéia surgiu após as conversas de remanejamento, imaginei que seria bom ter outro emprego a noite visto que não estou podendo estudar por enquanto, quando minha situação financeira não está me possibilitando em virtude de taxas e parcelas do apartamento. E por falar nele, já está em 96%, e perguntando para um dos meus colegas de trabalho o qual também comprou  do mesmo empreendimento, ele me disse que realmente está muito perto de ser entregue, imagino agora se eu terei coragem de me mudar morando perto de tantas pessoas legais. Imagino morar em um lugar que não conheço ninguém, iria ser um retrocesso? Ou um progresso por morar em um lugar maior e meu? O fato é que estou feliz onde estou hoje, morando com o Thiago, próximo à Jheniffer, a Laiza, o Jhonatan, o Lunartty e o Adauto, tendo eles como companhias a vida está bem diferente de Telêmaco, onde não recebia a visita de amigos e ficava grande parte do tempo sozinho, e por isso me coloco em um empasse, com medo de tomar decisões que me prejudiquem no futuro, afinal imagino que eles estão estudando e logo podem se mudar, mas também se eu ir morar sozinho posso acabar me isolando como já aconteceu antes de eles irem morar por perto, quando eu raramente saia de casa e dormia sem parar.

Mas no momento minha preocupação está em Telêmaco, meu pai está inchado novamente devido aos problemas de saúde que possui, talvez tenha que internar como costuma fazer algumas vezes. Minha prima Ligia me auxiliou no restante do processo contra o PagSeguro, e finalmente fui ressarcido do golpe que levei no final de 2011, isso realmente foi uma vitória. Ocorreram alguns problemas entre meus familiares via internet, mas eu não gosto de me envolver, por isso fiquei neutro no ocorrido, apesar de achar tudo uma grande perda de tempo, mas não posso deixar de me sentir chateado com algumas pessoas que eram extremamente ligadas á mim mas que agora nem meus telefonemas costumam atender.

Em síntese, minha vida está ótima apesar dos contratempos, alguns eventos aconteceram pela primeira vez, como ficar doente e fora de casa, foi algo desagradável e realmente gostaria de ter me virado tão bem sozinho quanto tenho feito em algumas ocasiões, porém acabei por precisar de ajuda e não gosto de parecer fraco ou dependente dos outros, mas sou agradecido pelos que me ajudaram. Estou com uma injeção de otimismo e isso é bom, me sinto revigorado para trabalhar e estudar, mas confesso que estou com uma imensa saudade dos meus pais, da minha irmã e dos familiares que costumo visitar quando vou à Telêmaco Borba, espero ansioso por esta viajem.

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