Hoje me sinto vazio, como se cada sentimento bom e ruim tivessem se colidido, e disso não tivesse restado nada.
Continuando meus planos de ir embora, o tempo passou, e entre provas e viagens para resolver problemas estou há 9 horas de ir embora e embarcar nesta nova vida, neste novo começo, na nova fase que minha "razão" tanto me envia, e que meu "coração" tanto teme. A festa de despedida ontem da empresa onde trabalho foi ótima, muitas pessoas, guloseimas e sorrisos, tantas pessoas que se despediram, tantos amigos que eu não imaginava ter. Mas a parte mais difícil foi hoje, deixar minha sala sabendo que não ia mais voltar, deixar pessoas que de alguma forma estavam grudadas em minha vida, que sei que farão muita falta.
Agora arrumei minhas malas, ficarei na casa de um primo até que meu apartamento fique pronto. Hoje senti que cada pedacinho do meu corpo se despedia da cidade de Telêmaco Borba, e como um flashback me lembrei de como fui feliz nesta cidade, mas também de como fui triste, e de todas as frustrações pela qual passei. Não sei se um novo começo é o suficiente para esquecer as frustrações, mas eu quero tentar, deixar tantas lembranças de solidão, as quais passei nas ruas vazias desta cidade.
No Domingo almocei na casa da minha avó, minha prima de Ponta Grossa estava lá, pude me despedir de todos, foi muito gostoso, e a noite como era dia das mães e aniversário do meu pai, fui à igreja. O culto estava bom, cadeiras novas na igreja deram um conforto a mais, enviei uma mensagem para que fosse colocado no data show sobre o niver do meu pai, meu amigo colocou, aliás contei a ele que vou embora, sinto que ele é o único amigo que realmente se importa. Hoje tive uma audiência devido a um golpe que levei via internet, mas a empresa se nega a assumir meu prejuízo, marcaram outra audiência no dia 30, terei que vir para cá e voltar para Londrina no mesmo dia. Um amigo meu veio até minha casa após a audiência, pensei que fosse pela mensagem que enviei dizendo que ia embora, mas na verdade foi coincidência pois era pra me convidar para o aniversário do seu filho, sendo que a mensagem ele não recebeu pois havia mudado de número.
Queria realmente me lembrar de onde surgiu a idéia de ir embora, e a única coisa que me lembro é da morte da minha avó, do medo de ficar sozinho e da escolha de mergulhar fundo neste medo, para conseguir ficar livre dele, aliás dentro de alguns dias fará um ano desde a morte dela. O fato triste é deixar meus pais aqui, mas não posso me apegar na
idéia de tê-los para sempre perto de mim, pois não são eternos.
Minha mudança está mexendo muito comigo, e tantas homenagens e despedidas me emocionaram muito, mas acho que desenvolvi algo que me impede de demonstrar, como se quando eu estivesse prestes a chorar minha vida passasse a correr em terceira pessoa, e eu começasse a assistir os fatos de um lugar longínquo.

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