Estava lendo as coisas que escrevi aqui e me senti um pouco triste de ficar tanto tempo sem escrever, dizem que recordar é viver e lembrar de determinadas coisas é bom para saber o quanto amadurecemos.
Bem, faz anos que não escrevo, isso pelo fato de minha necessidade de externar as coisas ter diminuido com o tempo, mas vou relatar alguns acontecimentos.
Eu ainda trabalho como Tutor à Distância, gosto do trabalho que faço e no momento estou em uma rotina super corrida, completando meu tempo com uma academia pela manhã, o trabalho na Sanepar de dia e a faculdade a noite, na qual atualmente curso Psicologia - 2° ano.
Estou bem estabelecido em meu apartamento, já mobilhei e equipei ele de forma a me possibilitar uma boa sobrevivência, meus pais me ajudaram muito nisso, assim como havia relatado na última postagem.
No dia 18 de Novembro de 2015 recebi o maior golpe que a vida já me deu, meu pai faleceu. Até hoje ainda parece um episódio de outra realidade, é difícil acreditar que ele não está mais aqui, se não fosse pela sua ausência eu não acreditaria. Depois de sua morte a mudança que acontecia comigo acelerou, enfrentei alguns episódios de ataques de pânico, fui tomado por um ódio enorme que ainda está presente em alguns aspectos da minha vida, minha forma individualista também cresceu muito, e uma certa frieza. Senti realmente que um pedaço de meu ser foi arrancado e morreu junto com ele. É dificil escrever sobre isso sem reviver o ocorrido, talvez por este motivo tenha fugido tanto de escrever novamente, talvez agora eu esteja preparado.
Enfim, 2 meses após sua morte tive um desentendimento com meus familiares por parte de mãe, algo via whatsapp que começou como uma ferida mas necrosou grande parte de meu sentimento por grande parte deles, e tal como todos os aspectos de minha vida também foram inundados com o ódio, mas hoje conta com a indiferença, que acredito que seja bem pior. Minha tia por parte de pai também, mas era algo que já havia relatado, logo não é de hoje que não temos afinidade alguma, apenas acho que agora ficou claro. O mais estranho é que se fosse há alguns anos eu estaria sofrendo por isso, mas hoje não sinto nada, e este sentimento ou a ausência dele é algo esplêndido. Aprendi que existem pessoas que lutam para ficar ao nosso lado e o tempo leva embora tal como meu pai, estes merecem nossa admiração e nosso sentimento de saudade, mas para aqueles que possuem a possibilidade de estar presente e preferem dar as costas é um desperdício de sentimento sentir saudade, ou qualquer tipo de sentimento...
Quanto a faculdade, estou bem otimista, estou gostando de Psicologia e a chance proporcionada pela Unopar com a bolsa me ajuda muito nesta conquista. Meu curso foi onde me segurei para me distrair em um período difícil, o primeiro ano sem meu pai, cada data comemorativa, cada dia festivo aos pais, ou seu aniversário, acabavam comigo. Eu possuo a crença que ele me espera em algum lugar, ele me prometeu isso, só me dói saber que irei demorar a vê-lo.
Meu círculo de amigos mudou, não mais ví os que moraram comigo desde que me mudei, nem teria mais como vê-los pois não fui convidado nem para suas formaturas, não os culparia, afinal contextos mudam, assim como hoje eles deixaram de ser o meu sinto que deixei de ser o deles há muito tempo. Mas fiz amigos na faculdade, tenho amigos no trabalho, e a vida segue...
Arrumei também um cachorro, a Niky, uma Poodle Toy. Ela está com 1 ano e 6 meses, eu tomei a decisão após a morte do meu pai, quando ficar no apartamento sozinho se tornou algo difícil.
Estou em contagem regressiva para minhas férias e estou feliz, minha vida está completa, estou me animando a fazer coisas que nunca tive vontade, estou bem animado com a academia, com os empregos e com a faculdade, realmente sinto que estou fazendo algo da minha vida, e isso me move para frente, completa meu dia.

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